Alunos culpam transporte público por atrasos no Enem em São Paulo

Candidatos que não conseguiram chegar para o segundo dia de provas do Enem na zona oeste da capital tiveram imprevistos com ônibus e trens

André Carvalho - iG São Paulo |

Quem não se programou para chegar com antecedência e dependeu de ônibus e trens em para chegar ao segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) , em São Paulo, teve a amarga experiência de não poder realizar a prova. No câmpus Barra Funda da Uninove, na zona oeste da capital, o discurso dos candidatos que chegaram atrasados era o mesmo: a culpa foi do transporte público.

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Bruno Zanardo/Fotoarena
Graziele Oliveira, 19 anos, saiu ao meio-dia de casa e não chegou a tempo no segundo dia do Enem em SP

No instante em que os portões se fecharam, Graziele Oliveira, 19 anos, chegou ao local da prova. Ela veio da Freguesia do Ó e afirmou que o atraso do ônibus que pegou fez com que perdesse a hora. Ela não seguiu as recomendações de chegar com uma hora de antecedência porque "teve que resolver problemas particulares antes de sair de casa". Saiu ao meio-dia e não chegou a tempo.

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Graziele, que pretende estudar psicologia, afirmou que estava preparada para a redação. “Treinei em casa, estudei e pratiquei bastante”. Sobre a falta de tolerância a atrasos, ela disse que, como a prova de hoje é mais longa, deveria ter alguns minutos a mais de tolerância.

Irmãs atrasadas

Bruno Zanardo/Fotoarena
Irmãs Aline e Jennifer Honorato perderam prova juntas no segundo dia em São Paulo

As irmãs Aline e Jennifer Honorato chegaram ao campus da Barra Funda, da Uninove, cinco minutos atrasadas. Vindo do Piqueri, penaram com atraso de ônibus e trens. "Ficamos no ponto de ônibus 15 minutos. Aí desistimos e fomos pegar o trem, que também demorou e veio lento. Esses minutos que perdemos fizeram a gente perder a prova", afirmou Aline, a irmã mais velha de 29 anos, que tentaria, com o Enem, uma vaga em uma faculdade de administração, tanto pelo Prouni como em federais.

Sua irmã, 10 anos mais nova, buscava vaga em gastronomia. Visivelmente chateada, não fez críticas à organização do Enem. O alvo de sua ira era a precariedade do transporte público da capita paulista. “A gente paga imposto, paga passagem cara e vive espremido nos vagões. E agora quando a gente depende disso, fica na mão”.

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