Ônibus bate e candidato do Distrito Federal perde a prova

Vendedor de bijuteria que sonha em ser professor saiu de casa às 10h30, mas não conseguiu chegar na hora para prestar o Enem

Wilson Lima - iG Brasília | - Atualizada às

O vendedor de bijuterias em Ceilândia, na área metropolitana de Brasília, José Wilson Barbosa dos Santos, de 27 anos, será obrigado a esperar mais um ano para realizar o sonho de entrar em uma faculdade. Inscrito no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) , o candidato saiu de casa neste sábado às 10h30, mas chegou ao local de prova, no Centro Educacional Leonardo da Vinci, na Asa Norte em Brasília, somente às 13h5. Segundo ele, o ônibus bateu na rodoviária e ele teve que pegar um segundo transporte, que não chegou a tempo.

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Meus colegas estão fazendo a prova em Ceilândia, por que me colocaram neste fim de mundo?, perguntou após ver o sonho de se tornar professor de ciências adiado.

Alan Sampaio
Vendedor de bijuterias em Ceilândia, José Wilson Barbosa dos Santos, de 27 anos, terá que adiar sonho de ser professor

José, que está concluindo este ano o ensino médio na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA), pretendia usar o Enem para receber o diploma de conclusão e conseguir uma vaga em faculdade para se tornar professor. O local onde mora fica a cerca de 40 quilômetros de onde precisava chegar para fazer a prova.

Para alcançar o objetivo, José acordava todos os dias às 5h da manhã e estudava em casa até as 7h30, quando se deslocava para o trabalho. Após a jornada até as 18h, ele ainda ia para escola, onde ficava até as 22h30, quando retornava novamente para casa. José enxergava o Enem como uma oportunidade de mudar de vida.

“Esse ano não deu, mas não vou desistir do meu sonho de ser professor”, disse.


Não foi apenas José Wilson Barbosa dos Santos que teve problemas no primeiro dia de Enem em Brasília. O estudante Leandro Alves, de 26 anos, também morador de Ceilândia, teve dificuldades para chegar ao mesmo local de provas. Ele ainda tentou subir no muro da escola para ver se tinha chances de entrar. “Também tive problemas com o transporte. Mas agora é tentar no ano que vem”, disse.

Um outro estudante, que se identificou apenas como Lucas, não conseguiu chegar a tempo. Mas ele foi barrado porque confundiu o local de provas. Ele prestaria o exame no Centro Educacional Leonardo da Vinci, da Asa Norte, em Brasília; mas antes, ele se dirigiu à mesma escola, só que da Asa Sul. “Eu perdi tempo por causa dessa confusão”, disse.

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