Despreparo, imprevistos e pouco caso atrasam candidatos do Enem em SP

Na zona oeste da capita paulista, candidatos que perderam o primeiro dia de provas não seguiram recomendações de conhecer o caminho e sair cedo de casa

André Carvalho - iG São Paulo |

Gustavo Adami, 18 anos, chegou um minuto atrasado na Uninove da Barra Funda, em São Paulo, onde deveria prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste fim de semana. Veio do Jardim São Paulo e demorou meia hora para chegar. A ideia do estudante era tentar uma bolsa do Prouni para cursar, talvez, engenharia. “Vou fazer o que? Ficar chorando? Ano que vem me programo melhor”, afirmou o estudante acompanhado da namorada que não demonstrou preocupação em ter se atrasado. Ele perdeu o exame por pouco. “Quando eu tava na esquina, tocou o sinal”, afirma.

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Bruno Zanardo/Fotoarena
Ketherin Ferraz, 17 anos, se complicou com o trânsito e chegou atrasada




Assim como ele, os demais candidatos atrasados num dos maiores locais de prova do Enem em São Paulo não seguiram as recomendações de sair com bastante antecedência de casa e se preparar para chegar uma hora antes. Evelin Pereira de Oliveira, de 19 anos, ficou desolada, mas também se programou mal. A estudante saiu da Brasilândia, ao meio-dia, e chegou no local do exame às 13h15. “Tive um compromisso de manhã, só consegui sair de casa ao meio-dia”, justificou. Evelin faria o Enem para tentar uma bolsa do Prouni, já que atualmente cursa graduação de administração na Unip. “Ano que vem tento de novo”.

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De Pirituba veio a estudante Ketherin Ferraz, 17 anos, aluna da rede pública de ensino. Ela chegou pouco depois das 13h, depois de calcular que, se saísse ao meio-dia de casa, conseguiria chegar a tempo. “Iria fazer o Enem mais para testar mesmo, quero uma bolsa do Prouni para cursar cinema”. Ela afirmou que está decepcionada em perder a prova, mas menos do que esperava. A estudante se complicou com o trânsito. “Tinha certeza que daria tempo”, afirmou criticando o fato de não poder fazer a prova mais perto de sua casa.

Bruno Zanardo/Fotoarena
Andrina Marcondes, de 17 anos, quer cursar Odontologia, mas chegou atrasada em São Paulo


Desespero

Andrina Marcondes, de 17 anos, chorava muito após perder o exame. A estudante chegou ao local às 13h8. “Pensei que houvesse uma tolerância”, afirmou reconhecendo que não ficou atenta às recomendações contra atrasos”. A estudante que iria tentar bolsa pelo Prouni em algum curso de Odontologia fez cursinho e se preparou para a prova. “Agora é tentar a Fuvest”, afirmou a candidata.

Quem também pensou que haveria uma tolerância com os atrasados foi Erika Lima dos Santos Rocha, 20 anos. Acompanhada pelo marido, a estudante, gestante, ficou indignada em ser barrada. “Acho um absurdo, sou gestante. Deveriam ter uma tolerância comigo”. Ela tentaria uma vaga em medicina veterinária pelo Prouni. Vindo do Morro Doce, achou que seria incômodo ficar muito tempo esperando e resolveu chegar em cima da hora. Não foi uma boa estratégia.

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