Enem ajuda estudantes a garantirem bolsas de estudo fora do Brasil

Ciência sem Fronteiras (CSF) utiliza notas do Enem como critério classificatório para a seleção dos alunos que serão contemplados pelo programa

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Neste fim de semana, 5,7 milhões de estudantes farão as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Quem for bem sucedido, além de ter grandes chances de ingressar em uma universidade federal, também poderá participar do Ciência sem Fronteiras (CSF), programa do governo federal que tem entre suas metas enviar 27,1 mil alunos da graduação para uma temporada de estudos no exterior até 2015.

A nota do Enem é utilizada como critério classificatório para a seleção dos alunos que serão contemplados pelo programa. Se o número de vagas oferecido em determinado edital for menor que o de candidatos aptos, levará vantagem quem obteve melhor resultado no exame nacional - desde que a média nas provas objetivas e na redação tenha sido de pelo menos 600 pontos.

Saiba mais: O que é o Ciência sem Fronteiras

O Ciência sem Fronteiras, desde seu lançamento, em 2011, já concedeu bolsas a 12.207 universitários. Para disputar uma vaga, o aluno precisa estar matriculado em áreas prioritárias para o programa (como tecnológicas, engenharias, ciências exatas, biológicas e nanotecnologias), ter concluído 20% da carga horária do curso e possuir bom histórico acadêmico.

O programa estabelece 12 meses como tempo mínimo do intercâmbio. Ao todo, 25 países estão recebendo brasileiros, com destaque para Portugal (2.344 bolsas já concedidas), Estados Unidos (2.324) e França (1.880).

Nos Estados Unidos: Conheça alunos beneficiados pelo Ciência sem Fronteiras

Para Ruan Oliveira, de 20 anos, estudante de Biotecnologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) que realiza intercâmbio na Universidade da Califórnia, em Irvine, "a graduação sanduíche é uma oportunidade excepcional não apenas para inserir o aluno em ambientes acadêmicos de excelência, mas também para agregar novos conhecimentos e experiências culturais".

Já é o aluno de Farmácia Renan Carvalho, da Universidade Federal de Juiz de Fora, apesar de aprovar a experiência de estudar fora do país, no Instituto Pasteur, em Paris, faz ressalvas à funcionalidade do programa. O estudante reclama da comunicação com a Capes e o CNPq, agências responsáveis pelo CSF. "Muitas vezes os alunos não são orientados do modo adequado”, afirma.

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