BRASÍLIA - Cerca de 12 mil detentos fazem nesta terça e quarta-feira as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Uma versão das provas será aplicada em 330 unidades prisionais que mantêm programas especiais de ensino médio.

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), os resultados serão divulgados em fevereiro, junto com as notas dos candidatos que fizeram a prova regular nos dias 5 e 6 de dezembro. Os presidiários poderão usar o resultado do Enem para tentar uma bolsa no Programa Universidade para Todos (ProUni) ou pleitear uma vaga nas universidades públicas que adotam a nota do exame em seus processos seletivos.

Os presídios participantes são de 15 estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Paraná, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Bahia, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Santa Catarina, Amazonas, Rondônia, Espírito Santo e Amapá) e do Distrito Federal. De acordo com o Inep, apesar de a prova ter questões diferentes daquelas que foram aplicadas no Enem regular, o exame aplicado nos presídios tem o mesmo nível de dificuldade.

Amanhã, as provas serão de ciências humanas e da natureza. Depois de amanhã, os detentos serão avaliados em linguagens e matemática e farão uma redação. Nos dois dias, a prova começará às 13h (horário de Brasília).

Além dos presidiários, cerca de 300 candidatos do Espírito Santo farão a prova nesta semana. Eles não conseguiram realizar o exame em dezembro por causa das chuvas que caíram no estado, alagando escolas e impedindo a chegada aos locais de prova.

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