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Em SP, 42% das escolas ficam em áreas vulneráveis

A violência coloca em risco 42% das escolas da rede estadual no município de São Paulo. Dos 1.096 colégios estaduais da capital paulista, 461 ficam em regiões de alta vulnerabilidade, como o governo denomina as áreas com os piores indicadores socioeconômicos.

Agência Estado |

 Nessas unidades trabalham 41% (30 mil) de um total de 73 mil servidores estaduais da educação da cidade - sendo a maioria professor, segundo levantamento da Secretaria Estadual da Educação.

Para compensar o 'perigo', os funcionários recebem um benefício chamado Adicional Local de Exercício (ALE). O bônus corresponde a 20% do salário base - sem gratificações -, que chega até R$ 300. No Estado de São Paulo, segundo a secretaria, cerca de 95 mil servidores (32%) dão expediente em 1.782 escolas da rede localizadas em áreas de difícil acesso, com pouco saneamento básico e elevado índice de violência.

A realidade desses funcionários veio à tona em março, quando a secretaria concluiu uma atualização da lista das escolas nas áreas de risco e cujos servidores têm direito ao ALE. Há 17 anos, a secretaria não atualizava essa relação, que era feita com base em informações repassadas pelas Diretorias de Ensino (DE). O governo usou pela primeira vez o Índice Paulista de Vulnerabilidade Social (IPVS), criado em 2000 pela Fundação Seade, como critério para selecionar as escolas onde os servidores recebem o ALE. A relação terá atualizações anuais.

Para o presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Carlos Ramiro de Castro, os números revelam que, para muitos, ser professor na rede pública de ensino se tornou uma profissão de risco. "A violência está em todas as escolas e não apenas nas localizada nas áreas consideradas de risco pela secretaria", entende. A coordenadora de projetos da secretaria, Maria Auxiliadora Albergaria, contesta. "Quando falamos em vulnerabilidade, isso não significa que a região tem um alto índice de criminalidade, e sim questões como a renda das famílias e a escolaridade dos pais", afirma. No entanto, um estudo paralelo feito pela própria Fundação Seade, responsável pelo IPVS, mostra que as regiões mais vulneráveis podem, sim, ser associadas à presença de maior violência. As informações são do Jornal da Tarde

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