O Brasil que Darwin encontrou http://educacao.ig.com.br/noticia/2009/05/29/o+quebra+cabecas+de+charles+darwin+6393948.html target=_topO quebra-cabeças de Charles Darwin" / O Brasil que Darwin encontrou http://educacao.ig.com.br/noticia/2009/05/29/o+quebra+cabecas+de+charles+darwin+6393948.html target=_topO quebra-cabeças de Charles Darwin" /

Eles também tentaram explicar a origem das espécies

Abiogênese, Lamarckismo, Panspermia... Saiba quais são as outras ¿teorias¿ em busca de desvendar os mistérios da vida! http://educacao.ig.com.br/noticia/2009/05/21/o+brasil+que+darwin+encontrou+6233933.html target=_topO Brasil que Darwin encontrou http://educacao.ig.com.br/noticia/2009/05/29/o+quebra+cabecas+de+charles+darwin+6393948.html target=_topO quebra-cabeças de Charles Darwin

Isis Nóbile Diniz |

Darwin

Pesquisadores e até pensadores de várias épocas tentaram explicar a diversidade ou a criação da vida. Em vão. Cada uma por um motivo, era refutada. Por fim, o criacionismo voltava como verdade absoluta. Até que, em 1859, o naturalista inglês Charles Darwin publica a teoria da evolução. Mesmo assim, não contente, depois outros cientistas elaboraram novas estudos para tentar decifrar o mistério da vida. Conheça as teorias ocidentais mais famosas:

Abiogênese

Cerca de 300 a.C., o filósofo grego Aristóteles acreditava que a vida foi formada por quatro elementos: terra, fogo, água e ar. A abiogênese seria a origem de seres vivos a partir de algo não vivo, explica Cláudia Carareto, professora titular em Evolução da Universidade Estadual Paulista (UNESP).

O holandês comerciante de tecidos Anton Van Leeuwenhoek (1632-1723), aprimorando microscópios para usar na sua profissão, conseguiu observar micro-organismos como protozoários e bactérias. Relatou o que viu ficando famoso mundialmente na época. Dessa forma, voltaram as discussões sobe como a vida era formada.

Em seguida, o cientista inglês John Needham fez experimentos com recipientes que continham vários tipos de infusões. Depois de fervido, Needham mantinha alguns fechados e outros abertos. Passado um tempo, surgiam micro-organismos que ele acreditava que apareciam devido a uma força vital presente nas partículas do processo. Na mesma época, Lazzaro Spallanzani, italiano considerado um dos precursores da fisiologia moderna criticou Needham. Repetiu a experiência do inglês fechando os tubos e fervendo os caldos no interior. O que impossibilitou o aparecimento de micro-organismos.

Biogênese

No séc. XVII, Francesco Redi o biólogo italiano elaborou a teoria de que vida apenas poderia surgir a partir de outra pré-existente. Para tal, Redi colocou carne em frascos de três maneiras: abertos, fechados e outros cobertos com tela. Nos dois últimos, as moscas entravam e saíam. Surgindo vermes que se alimentavam da carne e, em seguida, também tornavam-se moscas. Nos fechados, nada acontecia.

Os defensores da abiogênese explicaram que isso se devia ao fato de faltar ar, um dos elementos da vida, no frasco fechado. No século XIX, o cientista francês Louis Pasteur conseguiu demonstrar a impossibilidade da geração espontânea da vida. Ele colocou um caldo nutritivo em um balão de vidro. O gargalo era no formato de um tubo curvo como um pescoço de cisne. Ferveu o líquido sem fechar o tubo. Depois de um tempo, comprovou que o caldo permanecia estéril mesmo em contato com o ar. Principalmente, porque a curva do gargalo impediu que caíssem micro-organismos no líquido.

Lamarckismo

O pesquisador francês Jean-Baptiste Lamarck (1744-1829) concluiu que o ambiente muda as características dos indivíduos. Assim, as estruturas do corpo tendem a se desenvolver ou atrofiar de acordo com seu uso. Segundo Lamarck, as espécies se transformavam em outras diferentes, transmitindo as novas características para a prole. Por exemplo, os filhos das pessoas que usam muito o braço como ferreiros nasceriam com o braço mais forte. Lamarck acertou ao admitir que os seres vivos variavam ao longo do tempo, mas não soube identificar corretamente o motivo.

No lugar de supor que os indivíduos nasciam com as diferenças e eram selecionados, pensou que o próprio ambiente causava as diferenças, explica Atila Iamarino, biólogo e doutorando de microbiologia no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP). Embora o ambiente possa mudar um ser vivo, como a exposição ao Sol que nos deixa queimados, esse tipo de mudança não passa adiante, diz.

Erasmus Darwin (1731-1802), avô de Charles Darwin, na mesma época propôs a evolução gradual dos animais e das plantas. Falou que na competição entre os machos, o mais forte propaga a espécie visando seu aprimoramento. Também, disse que a variação do ambiente provocava uma resposta do organismo.

Cosmozoica ou Panspermia

Mesmo após a publicação da teoria das espécies por meio da seleção natural, no século XX pesquisadores discutiram outra ideia. A de que a vida na Terra era proveniente do espaço. Svante August Arrhenius (1859-1927), químico sueco, acreditava que a vida se desenvolveu em várias regiões do universo. Teria chegado ao planeta de forma bem primitiva até se desenvolver como conhecemos hoje. Passado poucos anos, o astrofísico inglês Fred Hoyle, que faleceu em 2001, falava da existência de nuvens interplanetárias e interestelares feitas de bactérias e vírus.

Coacervado ou Hipótese de Oparin

No mesmo século XX, o russo Aleksandr Ivanovich Oparin (1894-1980) elaborou uma teoria de que a vida surgiu a partir da evolução química gradual de moléculas baseadas em carbono em uma espécie de sopa primordial - esta rica em matéria orgânica. Seria como se, antes da vida, houvesse uma pré-vida.

De acordo com o pesquisador, as condições na Terra primitiva favoreciam a ocorrência de reações químicas que transformavam compostos inorgânicos em compostos orgânicos precursores da vida. Os americanos Stanley Lloyd Miller e Harold Clayton Urey conseguiram testar a hipótese. Demonstraram que a teoria de Oparin sobre os organismos, de que se criavam moléculas e depois células, dava certo.

Princípio antrópico

Essa é uma hipótese mais relacionada à física. De maneira resumida, alguns estudiosos acreditam que o acaso seria insuficiente para gerar vida. Considerando que, desde o início, o universo já apresentava essa possibilidade. Esse debate ocorreu, principalmente, no século XX.

 - VEJA O INFOGRÁFICO SOBRE OS 200 ANOS DO NASCIMENTO DE CHARLES DARWIN


Leia mais sobre: Darwin

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG