Educação recebeu 16% dos investimentos públicos sociais em 2007

Levantamento da OCDE aponta que porcentagem investida na educação cresceu quase 5% em 12 anos

iG São Paulo |

Os investimentos em educação corresponderam a 16,1% dos investimentos públicos sociais feitos no Brasil em 2007. É o que aponta um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado na última terça-feira (7). De acordo com o levantamento, houve um salto de 4,9% em relação a 1995, quando o País investiu 11,2% do montante destinado às áreas sociais em todos os níveis da educação.

No período entre 2000 e 2007, outro recorte da pesquisa, houve um aumento de 66% do percentual dos gastos em educação no País. O Brasil está entre os seis países – juntamente com Chile, Dinamarca, Holanda, República da Eslováquia e Suécia – que obtiveram um crescimento significativo nos investimentos em educação. O aumento médio dos países participantes da OCDE foi de 26% no mesmo período.

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), o investimento brasileiro em educação também cresceu. Em 2007 o País despendeu 5,2%, enquanto que em 1995, foram investidos 3,7%. A média do investimento em educação entre os países da OCDE foi de 3,6% do PIB.

Entre 2000 e 2007, o crescimento no investimento por estudante em 21 países da OCDE não chegou a 10%, enquanto o Brasil teve ganhos acima dos 40% no investimento por estudante em todos os níveis da educação.

O estudo reúne informações dos 31 países da OCDE – Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Chile, República Tcheca, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Islândia, Irlanda, Itália, Japão, Coréia, Luxemburgo, México, Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Portugal, República Eslovaca, Espanha, Suécia, Suíça, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos –, e de mais oito países não-membros convidados: Brasil, Federação Russa, Estônia, Eslovênia, Israel, China, Índia e Indonésia.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) é o órgão responsável por fornecer os dados do Brasil, com base no Censo da Educação Básica e Censo da Educação Superior, além das informações fornecidas pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e pela Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE.

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