Educação é prioridade para desenvolvimento do País, diz ministro

Alexandre Padilha, ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, garante que a área é fundamental para inovação

Agência Brasil |

A educação é o tema prioritário e central do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). A afirmação foi feita nesta quinta-feira pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais e secretário executivo do CDES, Alexandre Padilha, na abertura da reunião do colegiado, no Palácio Itamaraty, para discutir a agenda do novo ciclo de desenvolvimento do país.

“O Brasil consolida (por meio do CDES) um novo modelo, não a partir de preceitos teóricos, mas pelo debate democrático de muitos anos de troca de divergências e discussões políticas”, disse Padilha.

Segundo ele, dessas discussões saíram nove pontos consensuais. O primeiro é buscar novos horizontes para a educação, um tema prioritário e central, “seja na qualificação, seja no fomento à inovação, criatividade e produção nacional”.

Outro ponto é a configuração de um Estado democrático de desenvolvimento. “Não é uma questão de Estado mínimo ou máximo, mas de Estado efetivo e necessário”, argumentou Padilha.

O terceiro ponto é a transição do País para a sociedade do conhecimento. Também foram definidos como prioritários os investimentos em combustíveis e inovação tecnológica e o estabelecimento de um novo padrão de desenvolvimento.

“O sexto ponto consensual está ligado ao potencial da agricultura, tema que muitas vezes foi relegado a segundo plano. Isso inclui alimentos e biocombustíveis”, disse o ministro.

O documento, que será apresentado ainda nesta quinta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, inclui a necessidade de investimentos em infraestrutura e em políticas sociais.

“Por fim, há a questão da sustentabilidade ambiental. É necessário que o modelo de desenvolvimento caminhe junto com a sustentabilidade”, concluiu Padilha.

O documento também foi alvo de crítica, pelo fato de não considerar prioritária a atividade acadêmica. "Em nenhum momento a palavra 'pesquisa' foi citada no documento", disse o professor Cândido Mendes, integrante do conselho. Para ele, é fundamental incluir o tema, de modo a evitar críticas de instituições de ensino. O conselho decidiu, então, acatar a proposta.

O CDES tem, entre seus objetivos, discutir uma agenda para o desenvolvimento do país, de forma a propor medidas que assegurem o ritmo sustentado de crescimento da economia nos próximos anos. Coordenado pelo presidente da República, é formado por trabalhadores, empresários, representantes de movimentos sociais, do governo e por lideranças expressivas de diversos setores.

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