Educação Digital: conheça a oficina de Florianópolis

Aluno monitor é personagem essencial para o sucesso das oficinas

Redação |

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Do alto de aproximadamente 1,80m e com uma habilidade precoce em informática, quase não se percebe a pouca idade. Aos 14 anos, Lucas Ayrton Larré Scolmeister é monitor do laboratório de educação digital do Instituto Estadual de Educação, em Florianópolis, Santa Catarina.

Diferentemente dos garotos da sua idade, que até a época do vestibular costumam sustentar muitas dúvidas sobre a escolha da profissão, Lucas afirma com maturidade: serei um profissional da área de Tecnologia da Informação. 

Quando o laboratório foi inaugurado, no início do ano, o maior colégio estadual de Santa Catarina tinha uma missão: era preciso selecionar entre tantos alunos, os que participariam dos cursos do projeto de educação digital. Diante de tantos interessados não restou outra opção, senão efetuar um sorteio. E Lucas não foi um dos escolhidos.

Com a persistência de quem sabe o que quer, o garoto não desistiu. Uma nova seleção foi executada e, finalmente, conquistou a sonhada vaga. Hoje Lucas organiza a lista de frequência dos usuários do laboratório, controla e supervisiona os acessos a conteúdos da internet e auxilia os colegas menos experientes. Tudo sem sair da frente de seu terminal de computador.

Para a professora Sidneya Magaly Gaya, que é a responsável pelo

laboratório, a ajuda de Lucas e de outros dois alunos que também são monitores é imprescindível para o bom funcionamento das aulas.

Muitos usuários do laboratório ainda dão seus primeiros passos em informática. O auxílio dos garotos permite que eu consiga atender a todos com sucesso, explica Sidneya.

E não são apenas alunos que frequentam o local. Professores, funcionários e membros da comunidade também participam dos cursos e utilizam o laboratório.

Andréa Albino costuma frequentar o local junto de seu filho Michel Albino de Barros, de 12 anos. Além de incentivar o filho a utilizar a estrutura para se aprimorar nos estudos, também aproveita para navegar na internet.


Com ar de professor, Lucas atende a todos sem distinção e demonstra orgulho pela responsabilidade assumida. Assim como eu já precisei de ajuda, hoje posso auxiliar meus colegas e ensinar-lhes coisas que serão importantes para eles no futuro, comenta.

A decisão sobre o destino profissional veio numa conversa dentro do laboratório. Sua ideia inicial era de cursar Ciências da Computação, porém o contato com um aluno universitário que estagiava no local, lhe trouxe informações sobre a promissora área de TI, assunto que lhe cativou rapidamente.

Hoje Lucas está em fase de conclusão do curso de informática oferecido pelo projeto. Apesar de conhecer muito do que tem visto, devido ao seu autodidatismo, considera um ótimo curso, principalmente pelas aulas de manutenção. E até se arrisca no campo profissional: Estou começando a fazer manutenção em computadores e já tenho até alguns clientes que atendo em casa.

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