Dilma promete duas edições do Enem em 2013

Em solenidade no Planalto, presidenta admitiu necessidade de aprimoramento do exame, mas defendeu sua continuidade

Priscilla Borges, iG Brasília |

A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira que serão realizadas duas edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2013. A expectativa era a de que a prova fosse aplicada mais de uma vez ainda este ano, no entanto, o Ministério da Educação cancelou a edição de abril na última sexta-feira.

“Nós avaliamos que melhoramos o Enem e vamos melhorá-lo ainda mais. Vamos fazer duas edições no ano que vem”, disse após cerimônia no Palácio do Planalto nesta terça-feira. O evento de despedida do ministro da Educação, Fernando Haddad, teve como tema a concessão de 1 milhão de bolsas do Programa Universidade para Todos (Prouni).

Roberto Stuckert Filho/Presidência da República
Em envento de despedida do ministério, presidenta elogia Haddad
Dilma rebateu as críticas ao exame. “Ninguém está dizendo que é perfeito. Nada é perfeito, mas é um grande caminho. O Prouni também teve suas adaptações e suas melhorias. É assim que se faz política pública", ressaltou.

A presidenta aproveitou sua fala no evento para elogiar Haddad. Ela agradeceu a “o empenho e a determinação do ministro em construir o Enem, que promoveu a transformação e a deselitização do ensino superior”. Bem-humorada, Dilma posou para fotos ao lado de bolsistas do programa, distribuiu abraços e beijos aos jovens.

Dificuldades judiciais
Em entrevista ao iG na manhã desta terça, o ministro Fernando Haddad afirmou que faltou entendimento jurídico sobre o tema. Após cerimônia no Planalto, Haddad voltou a dizer que essa situação “não dá tranquilidade para a equipe aperfeiçoar o processo”.

“O acordo com o Ministério Público foi quebrado e agora precisamos repactuá-lo”, afirmou ao justificar o cancelamento da edição de abril. Em tom mais político, o ministro disse que não assumiu o cargo em “condições favoráveis” – o então ministro Tarso Genro assumiu a presidência do PT após o escândalo do mensalão e Haddad foi promovido – e se disse feliz por deixar o governo em um “bom momento”.

“É justo poder celebrar a conclusão de um ciclo pessoal assim”, afirmou.

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