Desafios transformam a vida de estudantes

Empresário de Caxias do Sul diz que sua carreira foi motivada pelas provas de conhecimento que participou ao longo da vida escolar

Priscilla Borges, iG Brasília |

Gilvan Menegotto, de 37 anos, teve uma experiência tão positiva com olimpíadas do conhecimento que hoje se tornou patrocinador delas. O empresário, que mora em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, entrou no Senai aos 14 anos. Não sabia que profissão escolheria e achou que o curso técnico poderia lhe ajudar. Filho de agricultores, encarou logo cedo o mercado de trabalho e precisou se esforçar para conciliar a escola e o curso técnico.

A área escolhida por ele foi elétrica. Logo, se destacou no curso e foi indicado para participar das Olimpíadas do Conhecimento promovidas pelo Senai, que avaliam as habilidades e conhecimentos técnicos na área de formação dos candidatos. Em 1990, na disputa nacional em eletricidade predial, Gilvan levou o ouro.

Disputou no mesmo ano a Olimpíada Interamericana, representando o Brasil e o Senai em Cuba. Faturou o primeiro lugar e seguiu para Amsterdã, capital da Holanda, onde participou da competição internacional. Ganhou o bronze. “Não esperava que conseguiria tanto. Mas me preparei muito na época. Minhas notas na escola até melhoraram.”.

Divulgação
Gilvan Menegotto se tornou patrocinador de Olimpíadas
No retorno ao Brasil, Gilvan foi convidado a trabalhar em uma empresa em Caxias. Depois de um ano e meio, tornou-se instrutor do Senai. Estudou engenharia em automoção e, em 2000, montou a própria empresa. O negócio já se expandiu por todo o Rio Grande do Sul e está ganhando cada vez mais mercado.

Grato por tudo o que aprendeu com a experiência, ele é um dos parceiros que ajuda a patrocinar olimpíadas locais. Gilvan monta equipamentos para servir de treinamento aos estudantes. “Tudo o que aprendi na parte técnica e em atitudes levo comigo até hoje. Acredito que esse evento garante futuro profissional aos participantes”, reflete.

Alberto Araújo, assessor da direção geral do Senai, afirma que a competição é extremamente importante para avaliar a formação dos alunos. Garante que todos são incentivados a encarar o desafio e afirma que a participação influencia na aprendizagem técnica. “Quando há problemas de desempenho, oferecemos meios para que os estudantes superem essas falhas.”

Oportunidades a mais

A popularização desse tipo de disputa levou instituições de ensino superior, como a Faculdades de Campinas, a criar as próprias competições. Destinada aos estudantes de ensino médio ou de cursinhos, a Olimpíada de Atualidades da Facamp está em sua segunda edição. A proposta é despertar o interesse sobre assuntos que mexem com a vida econômica, política e social do País.

João Manuel Cardoso de Mello, diretor da Facamp, conta que a proposta pretende ajudar os vestibulandos a se preparem melhor para as seleções do País. Da primeira edição, participaram 20 mil candidatos. As inscrições para a segunda estão abertas até 24 de maio (www.olimpiadafacamp.com.br). “Esperamos aproximar os conteúdos do ensino médio com a universidade e promovemos o estudo também”, afirma João Manuel.

O prêmio para quem vence a competição é bastante atraente: os três primeiros colocados ganham uma bolsa de estudos de três meses em Londres, um carro ou uma ajuda financeira de quatro anos para se manter na universidade. As premiações são distribuídas de acordo com o interesse dos candidatos. Os professores dos campeões também são premiados com uma viagem para a Europa ou Estados Unidos.

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