De olho na obesidade infantil, escolas lançam programas

Colégios particulares tem adotado iniciativas para combater mal que atinge 33,2% dos alunos com idade entre 10 e 15 anos

Agência Estado |

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Bolacha recheada não pode, frituras também não. São as leis do Colégio Pio XII, na zona sul de São Paulo. E na Escola Carlitos, na zona oeste, o intervalo agora se chama 'Hora da Fruta'. Essas são algumas das iniciativas que as escolas particulares da cidade têm adotado para tentar reverter um quadro de peso: 33,2% de seus alunos que têm entre 10 e 15 anos estão acima do peso, de acordo com uma pesquisa divulgada ontem pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

No Pio XII, os pais são chamados a dividir a responsabilidade pelo cardápio com a escola, participando do programa de reeducação alimentar dos alunos. "Já começamos a tratar do tema com os pais. São eles que passarão isso às crianças", diz a orientadora pedagógica e educacional da educação infantil do colégio, Patrícia Bissetti. Ali, a cantina não oferece frituras ou doces.

Presidente do Instituto Movere, Vera Lúcia Perino Barboza diz que o sucesso dos programas nutricionais dependem diretamente dos hábitos alimentares da família. Para ela, os pais são exemplos para os filhos também na hora de comer. "Pai e mãe precisam mudar os hábitos. Caso contrário, não adianta levar a criança para fazer dieta", afirma ela, que tende crianças e jovens obesos na faixa dos 6 aos 17 anos de idade. "Os filhos resumem o comportamento dos pais", completa.

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33% dos estudantes de escolas particulares de São Paulo com idades entre 10 e 15 anos estão acima do peso
Na Carlitos, além da oferta de frutas no intervalo, os alunos de ensino fundamental contam apenas com pratos saudáveis durante o almoço. "Quando não têm alternativa, os alunos comem porque não têm opção e acabam gostando", afirma a diretora pedagógica da escola, Laura Piteri. Ela conta que, no início, até mesmo os pais questionavam a pouca diversidade do cardápio. O ensino fundamental do Carlitos também participa do Projeto Restaurante. "Durante a aula os alunos aprendem sobre a pirâmide alimentar e depois são convidados a preparar uma refeição para alunos de outra sala", diz Laura.

Segundo a nutricionista Martha Fonseca Paschoa Amódio, diretora da empresa Comer e Aprender, especializada em nutrição escolar, em locais onde o cardápio saudável é implementado as taxas de crianças com sobrepeso ou obesidade costumam ser menores. "Geralmente, até 40% dos estudantes estão acima do peso. Nas escolas em que as refeições são reguladas, o índice é de 25%", avalia Martha.

As informações são do Jornal da Tarde.

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