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Cursos que exigem talento não atraem estudantes

Entre os dez cursos com menos candidatos no SiSU, oito exigem provas de habilidades específicas. Mesmo nessas graduações, universidades consideram procura satisfatória

Priscilla Borges, iG Brasília |

Estudar canto, instrumentos, teatro ou artes na universidade não é para qualquer um. Não basta enfrentar provas difíceis de seleção. É preciso demonstrar talentos extras e encarar criteriosos testes de aptidão. Talvez essa seja a explicação mais plausível para que os cursos de música ou artes estejam, quase sempre, entre os menos procurados nos vestibulares do país.

No Sistema de Seleção Unificada do Ministério da Educação, a situação não foi diferente. Dos dez cursos com menos candidatos inscritos no SiSU, oito são graduações que exigem habilidades específicas dos candidatos. Seis deles na área de Música, com habilitações em diferentes áreas como Canto, Violão, Violino, Piano e Flauta Transversal. Os outros dois são Artes Aplicadas e Teatro.

O curso com menos inscritos no SiSU é o de Música oferecido pela Universidade Federal de Rondônia (Unir). Apenas 18 candidatos se inscreveram para disputar as vagas da graduação. Para a vice-reitora da instituição, Ivonete Tamboril, os números não são motivo de desagrado. Oferecemos apenas duas vagas. Ter nove candidatos concorrendo a cada uma é excelente, garante.

Ao todo, 19 cursos oferecidos pela Unir tiveram menos de 100 candidatos interessados. Mesmo assim, a disputa pelas vagas surpreendeu os dirigentes da universidade. Apenas 10% das vagas da instituição foram disponibilizadas para o SiSU, um total de 275. E tivemos 7.090 inscritos. Ficamos muito animados, conta. As duas vagas oferecidas para Artes Visuais tiveram 60 inscritos. Na seleção convencional, nem o curso de medicina atinge uma concorrência de 30 candidatos por vaga, garante a vice-reitora.

Grande parte dos cursos de Música que estão entre os menos procurados são da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Rosalina dos Anjos, do Centro de Seleção da instituição, não se surpreendeu. Nos processos seletivos tradicionais da universidade, quase sempre há mais candidatos do que vagas nesses cursos. São áreas muito específicas. Não basta ter só habilidade, tem de ser quase vocação para fazer um desses cursos, analisa.

Os estudantes que foram aprovados pelo SiSU nessas carreiras ainda terão de passar pelas avaliações específicas. Os processos acontecem de acordo com as regras de cada instituição.

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