Cresce a adesão à educação domiciliar nos Estados Unidos

1,5 milhão de crianças recebem ensino fora das salas de aulas. Entre as vantagens da prática estão qualidade e rapidez no aprendizado

Carolina Cimenti, de Nova York, especial para iG | 05/11/2011 07:00

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À primeira vista, a educação doméstica ou domiciliar, conhecida nos Estados Unidos como home school, causa estranheza. Como um pai ou uma mãe podem ser capazes de substituir a escola, mesmo sem terem experiência como professores? Parece loucura, mas nos Estados Unidos 2,9% das crianças em fase escolar não frequentam salas de aula tradicionais, mas são ensinados em casa pelos pais ou por tutores.

A prática conhecida como home school já é a realidade de mais de 1,5 milhão de crianças e adolescentes, e esse número aumenta em média 7% ao ano, de acordo com o National Center for Education Statistics (Centro Nacional para Estatísticas em Educação) do governo americano. E o que pode ser mais surpreendente, com bom resultado.

Leia também: No Brasil, convictos da educação domiciliar travam guerra judicial

As pessoas mais interessadas na educação de uma criança são os pais dela. Se você tira as decisões educacionais das mãos do Estado ou de uma professora desconhecida, e as coloca nas mãos dos maiores interessados, é muito provável que os resultados serão excelentes”

Uma avaliação realizada pelo National Home Education Research Institute (Institute Nacional de Pesquisa sobre Educação Domiciliar) com mais de 10 mil estudantes dos 50 estados norte-americanos demonstrou que os chamados “homeschoolers” obtiveram pontuação mais alta que os estudantes das escolas públicas e privadas americanas em todas as matérias pesquisadas (leitura, língua inglesa, matemática, ciência e estudos sociais). Enquanto os representantes das escolas públicas e privadas pontuaram uma média de 50 pontos, os estudantes domiciliares atingiram em média 86 pontos.

A editora da revista digital Practical Homeschooling (Educação doméstica na prática, em tradução livre), Mary Pride, diz que é fácil entender esses resultados. “As pessoas mais interessadas na educação de uma criança são os pais dela. Se você tira as decisões educacionais das mãos do Estado ou de uma professora desconhecida, e as coloca nas mãos dos maiores interessados, é muito provável que os resultados serão excelentes”, afirma Mary. Além disso, a educação domiciliar é normalmente feita em grupos muito pequenos ou mesmo no formato de aula particular, quando o professor, seja ele um profissional ou uma mãe, está observando atentamente o aprendizado do aluno. Nenhuma dúvida passa despercebida.

Foto: Reprodução Ampliar

Revista nos EUA ajuda pais interessados em educar filhos em casa

Reconhecimento na década de 90
Até o início dos anos 90, ensinar em casa era um crime nos EUA. Na década de 80, centenas de famílias lutaram legalmente pelo direito de educar seus filhos domesticamente. Um a um, esses casos foram sendo reconhecidos, e a prática de home school foi ficando mais conhecida. Progressivamente, cada um dos 50 estados americanos começou a ajustar a sua legislação para regulamentar a prática. Finalmente em 1993 todos regularizaram a escola doméstica, porém até hoje as leis são diversas em cada um deles. “Atualmente nos EUA praticamente todo mundo conhece pelo menos uma criança sendo educada pelos pais em casa”, afirma Mary.

No estado de Nova York por exemplo, os passos necessários para uma família que quer educar seus filhos em casa envolve notificar a secretaria da educação antes do início do ano letivo, preencher um documento sobre qual será o plano de educação (currículo), manter o registro de datas e horas das aulas por pelo menos 180 dias por ano, enviar um relatório a cada trimestre explicando os temas tratados e o desempenho do aluno e, por fim, enviar um relatório final anual, juntamente com o relatório do quarto trimestre, com uma avaliação escrita sobre o aluno

Alguns estados ainda aplicam testes independentes a cada ano para testar os estudantes, mas a avaliação geral é efetivamente feita com as provas nacionais chamadas SAT e ACT, pré-universitárias – o “Enem” norte-americano. Normalmente, a pontuação dos estudantes “caseiros” é vários pontos mais alta que a média.

Qualidade e rapidez no ensino
Rebecca Kochenderfer mora na Califórnia e tem três filhos, de 20, 18 e 15 anos. Ela os educou em casa, com a ajuda do marido, dos pais de outras crianças (nas chamadas cooperativas educacionais), e de professores particulares. “Assim que eu fiquei grávida do meu primeiro filho, eu decidi que não queria colocá-lo na escola porque, sendo professora, eu via de perto como as coisas funcionavam: muita perda de tempo, pouca atenção personalizada e diversos professores mal informados”, conta Rebecca.

Foto: Carolina Cimenti Ampliar

Rebecca Kochenderfer educou os filhos em casa e agora tem um site sobre o ensino domiciliar

Ela explica que as grandes vantagens da educação doméstica são a qualidade do ensino, o controle que os pais passam a ter sobre a educação dos filhos e o fato das crianças aprenderem não só a matéria, mas sobre elas mesmas e as formas que elas preferem estudar e se educar. “Trata-se do aprender pelo prazer de aprender, não para simplesmente passar em uma prova e depois esquecer. Eu nunca vou esquecer do dia que meu filho me chamou para repassarmos a lição de multiplicação porque ele ainda não estava seguro para ir adiante. As escolas tradicionais não têm espaço para isso”, afirma Rebecca, que de tanto se aprimorar em educação domiciliar, lançou o site mais visitado em todos os EUA sobre o tema: www.homeschool.com.

Atualmente Rebecca está viajando pelos Estados Unidos para escrever um guia sobre educação domiciliar e dar dicas sobre lugares que podem ser visitados em cada estado para enriquecer a educação das crianças. “Home school envolve muitas visitas a museus, bibliotecas, teatros e exposições. É importante aprender com o mundo, não só com os livros”, explica a mãe-educadora, que conversou com o iG durante a sua rápida passagem por Nova York.

Trata-se do aprender pelo prazer de aprender, não para simplesmente passar em uma prova e depois esquecer”

Outra grande vantagem deste tipo de educação é a rapidez. Enquanto uma criança matriculada em uma escola tem que passar toda a manhã ou toda a tarde em sala de aula, o ensino em casa é normalmente feito em uma ou duas horas por dia. Significa muito mais tempo livre para as atividades extracurriculares e passeios. “É por isso que muitos jovens atores ou cantores optam pela escola domiciliar”, diz Rebecca.

 

Falta tempo para pais e socialização a crianças
Mas é claro que existem desvantagens também. A maior delas é a perda ou diminuição da receita familiar, pois um dos pais tem que trabalhar menos ou parar completamente para se dedicar a educação dos filhos. Por outro lado, diminui também o custo da escola, se ela for particular. Outra desvantagem muito defendida pelos críticos da escola doméstica é a falta de socialização. Por outro lado, aumentando o tempo para atividades extracurriculares, as possibilidades de aumentar o contato com outras crianças também existe. O problema, porém, mais comum, que atinge mais de 90% dos pais que optaram por educar seus filhos em casa, é bem mais prosaico: falta de tempo e de oportunidades para limpar a casa e colocar as coisas em ordem, afinal as crianças passam mais tempo no ambiente.

“Esse realmente é um problema sério. Existem pais e mães que desistiram da escola doméstica por causa disso”, conta Mary. Rebecca, do alto dos seus três filhos educados em casa, concorda. “Eu e meu marido tivemos que baixar o nosso padrão de limpeza e arrumação quando começamos a educar os nossos filhos. Era divertido tê-los em casa e educá-los, mas por um tempo, tivemos que pagar esse preço”, concorda Rebecca.

Para quem olha de fora e passou toda a vida estudantil acordando às 6h30 da manhã para ir à escola, porém, a grande vantagem da educação doméstica está em outro fator: a liberdade. É difícil encontrar duas famílias que sigam o mesmo padrão em relação às “aulas”. Tem quem acorde cedo para estudar duas horas e depois ter o dia livre. Tem quem lê para os filhos até tarde da noite e depois os deixa levantar às onze da manhã. Tem quem gosta de dar aula de física e matemática na beira da piscina.

Grupos de pais e mães que optam pelo tipo de ensino às vezes se juntam para cada um dar uma aula específica, e assim aquele que odeia química e biologia não precisa sujar as mãos (e se formam as chamadas ‘escolas cooperativas’). E tem os grandes premiados, que estudam de quatro a cinco horas por dia na primavera e no outono, para passarem temporadas longas na casa da praia ou esquiando na montanha. São as famílias “a cigarra e a formiga”. A verdade é que para escola domiciliar não existem muitas regras. Desde que o estudante aprenda, pode-se tirar férias quando se quer e pode-se dar aula no parque, no zoológico ou na beira da praia.

Foto: Carolina Cimenti Ampliar

Angela F visitou a ONU com o filho e outros estudantes domiciliares. Para ela, vantagem de educar filhos é a chance aproveitar Nova York

Angela F. mora no Queens, em Nova York, e tem três filhos, de 17, 15 e 10 anos, todos estudantes domésticos. Para ela, a grande vantagem de educar seus filhos em casa é a chance de poder aproveitar a cidade ainda mais – principalmente para fins educacionais. “Nova York tem tantos museus, tantas exposições e tanta arte, que é a perfeita cidade para se aprender na rua”, afirma Angela. A semana “letiva” na sua casa vai de domingo a domingo. De segunda a quinta-feira, ela dá aula aos filhos em casa. Na sexta-feira e no final de semana é hora de peregrinar.

No final de semana passado, a peregrinação incluiu aula de dança no sábado e uma visita à ONU no domingo. “Fomos com um grupo de estudantes domésticos, e as crianças participaram tanto que eu acho que ainda vai render assunto para toda a semana, inclusive para a redação de quarta-feira”, diz a mãe-professora. Pois é, porque tem isso, pais que educam os filhos em casa, acabam educando 24 horas por dia. “Qualquer cartaz no metrô ou troco que eu recebo no supermercado serve para termos conversas sobre ortografia ou matemática, a aula passeia com a gente”, explica Angela.

Finalmente, todas as famílias entrevistadas para essa matéria concordaram em uma coisa: cuidar da educação dos seus filhos em casa quer dizer passar mais tempo com eles e aprender muito com os pequenos, além de ensiná-los. “Não tem mãe mais letrada em Twitter, Facebook e em como utilizar todos os eletrodomésticos da casa do que eu. Até programar o horário da lavadora de roupas eu sei”, afirma Angela, orgulhosa dos seus aprendizados.

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14 Comentários |

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  • cremilda estella teixeira | 13/11/2011 23:27

    Maria de Fátima, os pais não sabem mesmo o que fazer com os filhos na escola. Em casa é uma realidade e na escola é outra. O que acontece na escola é problema dos professores sim.\nChamam os pais por qualquer coisinha e isso quando não chamam a policia para resolver qualquer bobagem. A Ronda Escolar vem para levar o "criminoso" para a delegacia de policia.\nTemos que passar a escola pública a limpo.\nToda vez que uma corporaçao interfere na disciplina da outra, uma está equivocada e outra está falida. No caso a Policia está equivocada e a escola está falida.\ncremildadentrodaescola.wordpress.com

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  • cremilda estella teixeira | 13/11/2011 23:23

    Na verdade, já faz um bom tempo que os pais estão ensinando em casa. Os professores na sua maioria estão enganando todo mundo. Nas escolas de periferia o brio acabou de vez, m as nas escolas públicas tidas como de excelencia, os professores dão montanha de lição de casa e trabalhos de assuntos que não abordaram na sala de aula nem de leve. Os pais que se virem em casa para ensinar.\nNa escola se perde o referencial de honestidade que o aluno leva de casa.\nMelhor mesmo que não precise ir na escola\nMelhor ainda se a Dilma ampliar o tal pronatec. O aluno pode escolher a escola particular que vai estudar e o estado paga. Vai ficar infinitamente mais barato para o estado\ncremildadentrodaescola.wordpress.com

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  • Maria de Fàtima | 06/11/2011 21:09

    Há muito tempo sabemos que existe algo errado no sistema ensino aprendizagem. E pasmem não são os profissionais que atuam nessa área mas o sistema de gestão de tais entidades que fingem ensinar com professores cansados de não poder fazer nada pois os conselhos tutelares, a gestão, secretarias de educação e outros mais não permitem. Explico: pagam mal, exigem metas que obrigam os professores, coordenadores e toda a rede de ensino a mentir vergonhosamente que os alunos aprenderam o que eles não sabem e não querem saber. Pais e responsáveis estão preocupados com a "borsa família" e mais nada. Se seus filhos respondem aos professores de maneira ofensiva vem a exclamação: --- Ai filhão colocou aquele bundão no lugar que devia estar.\nMagistério já foi sacerdócio e orgulho de família ter um mestre, porém hoje é preocupação constante saber: Será que vão chegar vivos, doentes, abalados emocionalmente, conseguirão ensinar? Está na hora de se fazer uma pesquisa quantos de nos mestres sofrem de Pânico, Depressão, Nervoso, Incontinência Fecal e Urinária. Só de saber que vão à escola enfrentar os filhos dos pais que dizem não saber o que fazer com seus filhos. Pergunto:--- Se eles, pais não sabem o que nós simples e meros professores podemos fazer para dizer você será um grande homem, honesto e sem vícios se estudar e conhecer os princípios básicos de educação que diga-se de passagem vem de casa, de berço, de espelho...\n

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  • Vivianne | 06/11/2011 03:30

    \nHá algo mais profundo neste assunto, que remete a uma filosofia de vida dos pais das crianças. Talvez de caráter doutrinário ou defensivo.\nNo Brasil existem colégios públicos e privados de excelente qualidade. Contudo, a diversidade das "educações" dos demais alunos assusta. Daí, vem o questionamento? Meu filho não está exposto demais? A formação dada em casa não será desviada?\nA quem cabe educar? \nAcho válido os pais formarem seus filhos. Se todos se dispusessem a fazê-lo o mundo seria melhor. Jogar criança em escola é fácil, acompanhá-la pode ser trabalhoso, mas é um gesto de amor e heroísmo.\nCerta vez, num shopping, uma menininha se aproximou da minha filha para brincar. Eu fiquei observando... A garotinha era uma pouco mais velha e bastante sociável. Então, ela passou a falar que se aproximara porque percebeu a gentileza e a educação com a qual nós nos tratávamos.\nNotou uma medalha que eu usava no pescoço e descreveu minha religião com detalhes.\nDiante de tanta maturidade e perspicácia, perguntei onde ela estudava e a resposta foi: em casa.\nDisse que sua mãe a educava e que não se sujaria com as porcarias oferecidas pelos colégios mundanos. Fiquei estupefata!\nQue menina inteligente!\nNão tenho estrutura para ensinar em casa, mas fico de perto e complemento a educação da minha filha. É uma questão de interação imprescindível entre pais e filhos. Creio que os melhores orientadores são, com certeza, os progenitotes (ainda que associados a outros por meio das cooperativas).

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  • Marco Antônio | 06/11/2011 01:21

    Eu entendo que o Brasil não está preparado para educação nenhuma. Nada funciona nesses termos, razão porque o próprio sistema não se interessa em promover cabeças mas continuar com as mulas com cabeças. Se educação fosse séria neste país por tantas vezes já teria sido resolvido principalmente após a segunda grande guerra mundial onde o Japão foi e ainda é a melhor estrada a ser seguida. Quando um país leva sério seu povo não só a educação dá certo como a principal mão direita essencial ao povo anda com seus dedos juntos no que é básico: trabalho, casa, comida, saúde, educação.

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  • Dutra | 05/11/2011 22:57

    Uma pergunta a você, Mari: Já tentou ensinar alguma coisa a uma turma de 36 ou 40 crianças ou adolescentes? Creio que não. Talvez você nem seja professora. Pois eu sim. Essa é uma das razões pelas quais a educação domiciliar obtém melhores resultados. São como aulas particulares e funcionam em tempo integral. Acho o processo válido, no entanto, depende da capacidade intelectual e econômica da família e considero necessária uma regulamentação básica, bem como supervisão do Estado para verificar o cumprimento do planejamento e evitar prejuízos aos educandos.

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  • tati | 05/11/2011 21:30

    Se ensinar em casa vale a pena e os pais tem condicoes para ensinar,porque nao? Agora,nao sao os professores que ''nao estao nem ai'',sao os alunos que nao querem aprender,vao para escola praticarem a educacao que nao tem,nao respeitam pais,nao respeitam professores. Quem quer ensinar um aluno que atende celular em sala de aula;que ameaca professor pela nota baixa ,que nao saber ficar quieto para ouvir? Nossos professores sao herois,isso sim! E todo mundo protengendo as criancas e adolescentes, nos vamos ter o que merecemos no futuro,seremos velhos largados ou agredidos ,porque nao podemos nem dar umas palmadas corretivas em nossos filhos;espancar ,logico que nao,mas se chegou nesse ponto eh porque a situacao jah estah fora de controle;os pais jah estao fora de controle e a crianca? bom! vai crescer...

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  • fábio alves leite | 05/11/2011 20:14

    percebe-se que essa modalidade vai crescer ainda mais, pois, com o advento da internet, no mundo globalizado e com as tecnologias de informação, como já acontece com o ensino à distância no Brasil.

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  • Prof. Mauricio | 05/11/2011 17:46

    Que absurdo. Coisa é boa é ir pra escola e não aprender nada. Aliás, depois de não aprender nada ainda achar que sabe muito mesmo e virar professor, igual eu. rs

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  • cassia | 05/11/2011 17:37

    A Educação Domiciliar é o máximo de respeito que devemos ter para com a criança. A aprendizagem natural respeita seus tempos, sua criatividade, seus talentos e preferências; conduz à autonomia, ao autoconhecimento... O Brasil vive copiando coisas dos outros países - muitas vezes inúteis - principalmente dos EUA, por que não o homeschooling?

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