Coordenador da Engenharia de Macaé admite falta de estrutura

Segundo professor, dois prédios estão sendo construídos e equipamento para laboratórios será licitado

Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro |

O coordenador do curso de Engenharia da UFRJ em Macaé, professor de Física Bernardo Mattos Tavares, reconheceu que "de fato, há deficiência de equipamentos, corpo docente pequeno e salas de aula a menos, para a boa qualidade do curso".

Para Mattos, os alunos que deixaram a faculdade saíram principalmente porque passaram em universidades mais perto de casa, mas o professor admite que a falta de estrutura também pesou. “Mas acho que a questão da estrutura também motivou, teve influência, sim.”

Bernardo Mattos afirmou ser contrário à intenção da Escola Politécnica da UFRJ de ampliar de 120 para 160 vagas a oferta no campus de Macaé. “É um desejo da sede, mas recomendei que não fosse aumentado neste momento. Quando tivermos estrutura adequada, aí sim gostaremos muito de ter mais vagas”, disse.

O professor é pós-doutor em Física Nuclear relativista pela Unicamp, doutor em Física pela UFRJ, com estágio em doutorado-sanduíche Universidade de Frankfurt, na Alemanha. Ele também trabalhou no Cern (Centro Europeu para a Física de Partículas).

Bernardo Mattos disse que realmente falta equipamento e que o laboratório de física é o mais deficiente. “Temos aulas regulares, mas não é o ideal.”

Por isso, segundo ele, “a prefeitura de Macaé está construindo dois novos prédios e a UFRJ está se empenhando para construir um também. Em outubro, teremos novos módulos habitacionais (contêineres) preparados para funcionarem como salas de aula e laboratórios.” Ele disse estar em contato com empresas de laboratórios, para fazer um pregão.

Com apenas quatro docentes fixos e quatro por entrar, a faculdade opera atualmente com 12 professores temporários. No entanto, diferentemente da Faculdade de Medicina – que abriu concursos para professores auxiliares e temporários exigindo apenas graduação –, na Engenharia as vagas exigem no mínimo mestrado. “Nós realmente temos um corpo docente pequeno. Problema com salas e docentes”, admite.

Questionado sobre a demora na melhora da infraestrutura, o coordenador reconheceu que “a burocracia, em uma universidade grande como a UFRJ, por vezes torna o processo moroso e causa atrasos na liberação de recursos. Não é má-vontade.”

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