Consumo de guloseimas por estudantes supera de frutas frescas

O levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre as condições de vida dos estudantes, a Pesquisa Nacional da Saúde do Escolar (Pense), divulgado nesta sexta-feira, faz um alerta.

iG São Paulo |

O consumo de guloseimas (50,9%) e de refrigerantes (37,2%) supera o de frutas frescas (31,5%). A pesquisa considera os 618,5 mil estudantes que frequentam o 9º ano do ensino fundamental nas capitais e no Distrito Federal e que consumiram os alimentos em cinco ou mais dias da semana anterior à investigação.


O apetite para guloseimas (balas, bombons, chicletes, doces, chocolates e pirulitos)  é maior entre os escolares do sexo feminino (58,3%) do que entre os do sexo masculino (42,6%).

O consumo de batata frita foi de 4,7% e o de salgados fritos, 12,5% no total das capitais e no Distrito Federal. Nos dois casos, não foram observadas diferenças significativas entre os sexos. Porém, para os salgados fritos, constatou-se maior consumo entre os escolares de escolas privadas (14,3%) do que entre os estudantes das escolas públicas (12,0%).

Os embutidos estiveram na alimentação de 18,8% dos escolares do sexo feminino e 19,5% dos alunos das escolas privadas. Os biscoitos doces (35,8%) e salgados (38,2%) foram mais consumidos por alunas. Também foi maior o consumo por estudantes das escolas públicas (biscoito salgado: 37,5%; biscoito doce: 34,6%) do que escolas privadas (31,4 e 29,7 %).

Tomaram refrigerantes 37,2% dos alunos, variando de 25,3% em São Luís a 47% em Cuiabá.

Alimento saudável

A maioria dos estudantes ¿ 62,6% nas capitais brasileiras e Distrito Federal - faz cinco ou mais refeições na semana com a presença da mãe ou responsável. A menor freqüência ocorre em Salvador (54,3%) e a maior, em Florianópolis (72,7%).

O feijão é o alimento preferido pelos estudantes. Do total, 62,6%, 68,3% são meninos e 57,4%, meninas. Entre alunos das escolas públicas, 65,8% comeram o legume em cinco dias ou mais na semana anterior à realização da pesquisa. Nas escolas privadas, foram 50,1%.

O consumo de hortaliças, a diferença maior ficou entre os alunos das escolas privadas (34,3%) e públicas (30,4%). Não foram observadas diferenças significativas entre os sexos (feminino 31,3% e masculino 31,2%) para o total do levantamento.

As frutas frescas foram consumidas por 31,5% dos escolares, não havendo diferença significativa por sexo ou dependência administrativa da escola para o total das capitais e do Distrito Federal.

Já o consumo de leite foi maior entre os escolares do sexo masculino (58,3%) do que entre os do sexo feminino (49,4%), assim como foi maior entre alunos de escolas privadas (60,7%) do que entre os de escolas públicas (51,7%).

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