Conheça as regras para validar seu intercâmbio

Estudantes que optam por fazer parte do ensino médio no exterior devem estar atentos à burocracia de reconhecimento dos estudos

Marina Morena Costa, iG São Paulo |

A começar pela escolha da grade curricular, o estudante que realiza um intercâmbio para outro País no ensino médio deve seguir algumas regras para validar os estudos e não ter problemas na volta. Para não ter dor de cabeça, conheça os principais cuidados a serem tomados:

Antes de ir

Solicite seu histórico escolar, faça a tradução juramentada e envie o documento à escola onde pretende fazer intercâmbio. Tome cuidado com as suas notas. Os EUA, por exemplo, exigem notas acima de C, nível de inglês entre intermediário e avançado e o estudante não pode ter repetido nos últimos três anos.

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Estudantes devem estar atentos à burocracia de validação do intercâmbio
Grade curricular

O Ministério da Educação (MEC) determina que, obrigatoriamente, o estudante curse Matemática, Língua (a local), Ciências (deve escolher entre Química, Física ou Biologia), Estudos Sociais (História, Geografia ou similar) e Educação Física. Além dessas disciplinas, o intercambista poderá escolher matérias eletivas.

“Nos EUA e no Canadá as disciplinas eletivas mais comuns são de teatro, dança, música, e de mecânica, no ensino técnico. Na Nova Zelândia, o segundo grau é totalmente técnico, eles fazem uma preparação para a faculdade, e oferecem eletivas de diversas áreas. Na Europa, são atividades mais ligadas à cultura, história da arte e culinária”, elenca Michele Werfel, diretora da unidade Leblon da Worldstudy, no Rio de Janeiro.

A escolha das disciplinas é feita na escola, no momento em que o estudante se matricula, pois depende da quantidade de alunos na turma e das notas. É importante perguntar à escola brasileira, para onde o aluno concluirá o colégio após o intercâmbio, qual é a carga horária das disciplinas que ela exige para aceitá-lo na volta.

Validação do intercâmbio

Ao final do intercâmbio, antes que as aulas terminem, o intercambista deve pedir a emissão do um histórico escolar constando matérias cursadas, carga horária e a avaliação final. Esse documento deve ser enviado ao consulado brasileiro no País, que irá validar os estudos. O estudante deve pagar uma taxa referente ao envio dos documentos para o Brasil, que varia dependendo do consulado.

“A maneira mais prática é encaminhar os documentos para o consulado para validação. É possível também fazer o processo no Brasil, porém pode ser mais demorado”, explica Bernardo Ramos De Lucia, gerente de High School do STB.

Dicas: Faça uma cópia do histórico escolar do intercambio, tenha sempre os telefones do consulado, cheque o valor da taxa, a forma de pagamento e confirme se eles receberam sua documentação. Como remetente dos documentos, coloque o seu endereço do Brasil, para que o órgão lhe devolva a documentação validada.

Ao receber o material do consulado, envie novamente a um tradutor juramentado. Com estes documentos, o estudante poderá comprovar a escolaridade obtida no exterior.

Certificado de conclusão

Quem escolhe terminar o ensino médio fora do Brasil, deve solicitar à escola onde fez o intercâmbio um certificado de conclusão do ensino médio (high school ou similar), além do histórico escolar com as matérias cursadas, carga horária e avaliação final.

Os documentos devem ser enviados ao consulado e, quando chegarem ao Brasil, podem ser encaminhados à Diretoria de Ensino mais próxima. O órgão, parte integrante da Secretaria de Educação estadual, providenciará a convalidação curricular para que o curso concluído no exterior tenha validade no Brasil, desde que o estudante tenha cumprido as matérias obrigatórias exigidas pelo MEC. 

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