Comentários sobre a prova de História da Unesp

SÃO PAULO - Veja os comentários dos professores do Cursinho da Poli sobre a prova de História do vestibular da Universidade Estadual Paulista (Unesp), aplicada neste domingo.

Redação |

"A prova de História teve um elevado nível de dificuldade, visível na divisão dos temas e na abordagem, fazendo com que o aluno tivesse de ler atentamente mais de uma vez os enunciados para conseguir refletir sobre a proposta colocada.

A divisão dos temas foi irregular, seja entre os assuntos de História do Brasil (1 de Colônia, 1 de Império e 4 de República), seja em História Geral (2 de Antiguidade, 1 de Medieval, 2 de Moderna e 1 de Contemporânea). Observamos ainda que duas questões exigiam do aluno a análise de imagens (49 e 54), sendo que na primeira a imagem não oferecia uma relação muito fácil com a alternativa correta, enquanto na imagem de Chaplin não se exigia a mesma dificuldade.

A História da América esteve presente, porém mencionada no período pré-colombiano a partir de uma questão que poderia ter sido mais bem aproveitada, pois exigia do candidato um conhecimento acima da média para poder eliminar as alternativas incorretas, dentre elas uma que mencionava nomes de cidades maias.

Nesse caso, o candidato deveria ter o domínio espaço-temporal do processo de conquista, ocupação e colonização da Mesoamérica, seja na relação interna (mexicas e maias), seja na relação externa (indígenas e europeus).

A divisão dos temas em História do Brasil caminhou na direção oposta à de História Geral, porque os temas ligados à República foram mais abundantes, destacando-se a ênfase para os aspectos econômicos.
Nos outros assuntos, por exemplo, houve apenas uma questão que trabalhou os aspectos políticos, a qual faz menção a uma imagem da Revolução de 1932 que poderia ter sido colocada para a análise dos candidatos, enriquecendo-a, afinal, foi inspirada num cartaz de alistamento dos EUA com a imagem do "Tio Sam" convocando voluntários para a luta na 1ª Guerra Mundial.

Na temática brasileira, a questão 57 trazia um texto de Castro Alves, o qual permitia uma abordagem mais complexa da dinâmica social do século XIX, fazendo de certa forma um apelo moral contra a escravidão e, nesse caso, entendemos que a linguagem poética poderia oferecer alguma dificuldade para a resolução da questão, mas, ao mesmo tempo, esta fez um paralelo muito pertinente entre História e Literatura".

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