Colégios de SP exigem leitura prévia de aluno para aula

Algumas escolas particulares têm rompido a lógica do ensino em que professor ensina e aluno aprende, tida hoje como tradicional e ultrapassada porque não combina com o mundo atual, em que as informações estão disponíveis para quem quiser. Elas passaram a exigir que os alunos cheguem preparados para as aulas, com leitura prévia dos capítulos dos livros, pesquisas sobre o assunto, buscas na internet.

Agência Estado |

As aulas se tornam mais dialogadas e o professor também precisa estar preparado para essa mudança, diz a assessora pedagógica da instituição paulista Colégio Rio Branco, Vilma Rocha, que instituiu o que foi chamado na escola de ensino estruturado no ano passado. Ela conta que as aulas agora sempre começam ancoradas no conhecimento prévio do aluno, pesquisado em casa. Só depois o professor complementa as discussões com mais informações. O aluno deixa de ser um elemento passivo.

O estudante precisa se preparar para aprender sozinho porque no trabalho e na faculdade será assim, diz Walkiria Ribeiro, diretora-geral do Colégio Vértice, tido como o melhor de São Paulo há três anos por causa de sua posição no ranking do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Seus alunos, desde a 1ª série, são estimulados a preparar-se previamente para as aulas, lendo o conteúdo que será visto no livro didático e trazendo pesquisas de casa.

Ela conta que pede aos pais para não ajudarem os filhos nesse tipo de atividade nem em lições de casa. No primeiro mês do ano letivo, os estudantes aprendem a fazer a leitura prévia, selecionar dúvidas, levantar vocabulário desconhecido e preparar-se para a discussão em classe. E isso não acontece só em aulas de história ou geografia, cujos assuntos podem ser mais facilmente relacionados com temas atuais. É preciso ler e pesquisar também sobre logaritmos, química, física. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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