Proposta de orientação para o ensino fundamental foi apresentada por conselheiro responsável, mas análise foi interrompida

Os conselheiros da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE) não conseguiram concluir a análise das novas diretrizes para o ensino fundamental , apresentada nesta terça-feira ao plenário do órgão pelo conselheiro César Callegari.

Os debates sobre o documento final que vai orientar o trabalho de gestores municipais e estaduais na adequação de projetos pedagógicos ao ensino fundamental de nove anos foram interrompidos por conta da votação de novos presidentes para as câmaras do conselho e para o pleno. A discussão será retomada nesta quarta-feira.

A proposta é uma das mais aguardadas pelos interessados na educação básica. Sancionada em 6 de fevereiro de 2006 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Lei nº 11.274 – que tornou obrigatória a ampliação do ensino fundamental – ainda gera dúvidas entre dirigentes no que diz respeito à adaptação dos sistemas e ao que se espera de cada série. As orientações do CNE pretendem mostrar que ampliar essa etapa da educação básica não significa apenas oferecer mais um ano de atividades aos alunos.

Para Callegari, a recomendação de não alimentar as estatísticas de repetência escolar entre as crianças é a principal do documento. Ele garante que o prejuízo causado por uma reprovação aos seis anos de idade, no primeiro ano de alfabetização, como tem ocorrido, pode ser irreversível.

Durante meses, os conselheiros debateram temas centrais das diretrizes com representantes da sociedade e dirigentes escolares.

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