Estudantes podem ter aulas de 35 minutos para repor os dias perdidos. Estrutura desabou

Aproximadamente 900 alunos do Colégio Estadual Santo Agostinho, do bairro Boqueirão, em Curitiba, começaram esta semana sem aulas por causa dos estragos provocados pela chuva no último final de semana no teto e no piso de parte da estrutura do prédio. Ninguém ficou ferido.

De forma precária, a volta às aulas pode ocorrer gradativamente a partir de quinta-feira. A opção encontrada pela direção da escola para que os alunos não continuem sem ir para a escola é oferecer menos tempo de aula. Dos habituais 50 minutos, cada aula passaria a ter 35 minutos e cada turma pode ser atendida em metade do tempo total de duração das aulas.

“Foi a maneira que encontramos para atender as 11 turmas que temos em cada período. Chamamos os pais para uma reunião nesta quarta-feira à noite para discutir o assunto”, adianta o diretor do colégio, Augusto Rufino. Se a proposta for aceita, ao invés de começar às 7h20, as aulas podem ter início marcado para as 7h, com fim às 10h, para seis das 11 turmas da manhã. As outras cinco turmas teriam entrada às 10h e sairiam às 12h30. O mesmo método seria aplicado para atender os alunos do período da tarde.
Esse esquema teria que funcionar por, pelo menos, os próximos 45 dias, prazo estimado para que as obras sejam concluídas. “Conversei com o mestre de obras para tentar que as salas sejam liberadas aos poucos, não todas de uma só vez, para agilizar o processo”, informa o diretor.

Os alunos que estudam à noite continuam tendo aula, sem alterações. Como são menos salas utilizadas, eles não sofreram prejuízo. Ao todo, o temporal atingiu estrutura de oito salas de aula. Metade delas já sofria com problemas desde uma chuva anterior, do início de abril. Como não houve reforma na ocasião, outra chuva maior comprometeu de vez o funcionamento da escola.

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