Chileno lamenta destruição de sítio arqueológico durante Rally Dakar

Durante a competição foram destruídos 50% dos sítios arqueológicos localizados na Quebrada Pelícano, 440 quilômetros ao norte de Santiago, que teriam ficado inutilizável para fins científicos

Agência Ansa |

O arqueólogo chileno Luis Briones qualificou como "uma tragédia e uma desgraça" o anúncio de que o percurso da edição de 2010 do Rally Dakar, que será realizado na Argentina e no Chile, se estenderá até o extremo norte do país, após a destruição de um sítio arqueológico na localidade de Quebrada Pelicano, na região de Coquimbo, na edição deste ano.

"Uma pessoa não pode ser contra o esporte, mas existe uma coisa prioritária, que é proteger e cuidar do patrimônio, que é tão sensível e que está exposto sem que ninguém cuide", afirmou Briones, no lançamento do livro "Los geoglifos del norte de Chile".

Durante o Rally Dakar deste ano, foi destruído 50% do sítio arqueológico localizado na Quebrada Pelícano, 440 quilômetros ao norte de Santiago, que teria ficado inutilizável para fins científicos.

Segundo o arqueólogo, a destruição do geoglifo pré-colombiano foi causada por "negligência".

"Talvez as autoridades se entusiasmem muito com o turismo, o movimento e as notícias, mas não previnem. É preciso prevenir antes de lamentar e agora acontece o contrário. Estamos chorando pelo que aconteceu", declarou Briones ao jornal chileno El Mercurio.

Por outro lado, o secretário-executivo do Conselho de Monumentos Nacionais, Oscar Acuña, disse que, para a edição de 2010, será "verificado o percurso de 2009 para encontrar uma medida de compensação pelos danos provocados".

"Será um traçado mais extenso", disse Acuña, que ressaltou a importância de "ver quais são as áreas mais sensíveis e modificar o percurso" para evitar novos danos aos sítios arqueológicos.

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