Cespe estima custo de R$ 1,3 milhão para reaplicar prova da OAB

SÃO PAULO - O Centro de Seleção e de Promoção de Eventos Universidade de Brasília (Cespe/UnB) divulgou nesta quinta-feira uma estimativa de quanto será gasto para a reaplicação da segunda fase do Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), anulado devido a flagrante de fraude no final do mês passado. Segundo o centro, o orçamento não está fechado, mas já chega a R$1,3 milhão.

iG São Paulo |

Em um comunicado divulgado à imprensa, o Cespe propõe que, inicialmente, este valor seja dividido igualmente entre o centro e as seccionais. A OAB afirma que decidirá na próxima segunda quem será responsável por arcar com estes custos e a data da aplicação da nova prova.

O exame foi anulado pela OAB após um candidato ter sido flagrado em Osasco, na Grande São Paulo, portando um papel com respostas da prova de Direito Penal. A prova foi aplicada pela primeira vez de maneira unificada para 18.720 candidatos e foi anulada em todo o País.

O exame foi elaborado e aplicado em parceria entre o Cespe e a OAB, ficando por conta somente do centro a parte da distribuição da prova. O caso está sendo investigado pela Polícia Federal, além de o Cespe e a OAB terem aberto procedimentos administrativos .

O Cespe realiza o exame de ordem da OAB desde 2003, quando aplicou pela primeira vez a avaliação na seccional do Amazonas. Nos dois anos seguintes, o centro cuidou dos exames do Espírito Santo e, a partir de 2006, onze estados resolveram unificar suas provas.

Em 2007, já eram 17 regionais: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins. Em 2009, São Paulo e Minas Gerais passaram a fazer parte do exame unificado.

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