Brasileiros já são quarto maior público estrangeiro no MIT online

Cursos livres da universidade americana receberam mais de 220 mil visitas do Brasil só no ano passado

Cinthia Rodrigues, iG São Paulo | 02/10/2010 08:40

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O Massachusetts Institute of Tecnology (MIT) está entre as cinco melhores universidades do mundo e tem uma reputação alavancadas por prêmios como os 63 Nobel acumulados. Cursar a instituição americana é um sonho comum entre os estudantes mais audaciosos e um grupo crescente de brasileiros tem feito isso – ainda que sem sair do Brasil e mesmo sem ter direito a diploma.

Foto: DIVULGACAO

MIT, dos EUA, é acessado pela internet gratuitamente por estudantes do mundo todo

O instituto especializado em tecnologia reúne o material que compõe os cursos e os disponibiliza na internet. O acesso é gratuito e não exige cadastro. Por outro lado, não há como comprovar o acompanhamento das aulas ou obter qualquer certificação. "Disponibilizamos apenas o conhecimento", diz o site.

A ação, chamada MIT OpenCourseWire, começou em 2003 e, no mesmo ano, recebeu 22 mil visitas online do Brasil. No ano passado, foram 222 mil visitas, 1,5% do total recebido de 215 países diferentes, o que garante o quarto lugar entre os maiores frequentadores estrangeiros, atrás apenas de Rússia, Índia e China. Em 2010, o número pode crescer ainda mais devido a uma nova ferramenta, inaugurada em setembro, que permite a formação de grupos para troca de informações sobre as aulas, como em uma sala presencial.

A estudante de Física da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Emanuelle Machado, de 23 anos, conheceu o site enquanto pesquisava a vida de grandes nomes de sua área e diz que foi incentivada pelo material a seguir carreira científica. “As aulas são completas e avançadas. Depois, tiramos dúvidas em grupos com pessoas daqui e do mundo todo”, afirma. Em menos de um ano, ela já completou as disciplinas de Mecânica Clássica, Eletromagnetismo e Relatividade. “Meu sonho agora é fazer uma pós lá”, conta.

Outro “aluno virtual” brasileiro, Rafael Magalhães Braga de Souza, de 18 anos, procura assistir lá as mesmas matérias que cursa em Engenharia Química na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “Percebo que o MIT é mais completo, tem um nível de debate mais elevado e fico sabendo das últimas novidades, isso ajuda nas entrevistas. Ainda não aceitei, mas já tive bons convites por estar atualizado”, afirma.

Idioma é barreira

Dos 2.000 cursos disponibilizados, apenas 32 estão traduzidos para o português por parceiros. Para a gerente de Relações Externas do OpenCourseWire, essa é a principal barreira para os brasileiros. “É bastante significativa a dificuldade estabelecida pela língua para a América Latina em geral”, diz. Ela espera que a nova ferramenta de interação aumente ainda mais o público e facilite a inclusão de pessoas que não dominam o inglês.

Para conhecer os cursos, basta acessar o site ocw.mit.edu.
 

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