Brasil está no ranking chinês das 500 universidades mais valorizadas

Em listagem mundial das melhores instituições, USP está entre as 150 primeiras e Unicamp entre as 300 mais bem avaliadas

iG São Paulo |

A posição das universidades ibero-americanas no ranking das 500 mais valorizadas na China, em uma lista dominada por instituições americanas, mudou pouco de 2010 para 2011.

"As universidades latino-americanas e espanholas não registraram mudanças notáveis neste ano em relação ao ranking de 2010", disse à Agência Efe Cheng Yin, diretor do programa do Ranking Acadêmico de Universidades Mundiais (ARWU, na sigla em inglês) 2011 ( www.arwu.org ), publicado nesta semana.

- Veja o ranking da ARWU

A única instituição ibero-americana incluída entre as 150 melhores é Universidade de São Paulo (USP), enquanto a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) aparece entre as 300 melhores. A USP ficou na 143ª colocação, a mesma do ano passado. Já a Unicamp aparece em 233º lugar (era 235º em 2010). A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp) estão entre as 400 melhores, e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) ficaram entre as 500.

Os centros ibero-americanos que se situam nos 200 primeiros postos "foram beneficiados pelos prêmios internacionais que seus professores e graduados receberam e pelo número de teses", disse Cheng.

O ARWU usa seis indicadores para avaliar as instituições, entre eles o número de professores e alunos que ganharam prêmios Nobel e outros prêmios em ciências e economia, menções a seus pesquisadores e artigos publicados em jornais científicos.

Para a preparação da lista, que exclui ciências humanas, são levadas em conta mil universidades, das quais apenas a metade entra no ranking que é publicado desde 2003 pela Universidade de Jiao Tong, considerada a de maior prestígio na China e reconhecida pelo setor acadêmico mundial.

Seus resultados não são superficiais, já que a elite econômica e política chinesa costuma escolher as 100 mais bem situadas não só para a preparação de seus filhos, mas também para investir em imóveis nas cidades que acolhem essas instituições.

Apesar de várias instituições ibero-americanos aparecerem na lista, nenhuma delas se encontra entre as cem primeiras no ranking, dominado pelos EUA.

Além disso, os quatro centros mais bem posicionados são americanos. Em primeiro lugar aparece a Harvard, seguida por Berkeley, Stanford e Massachusetts Institute of Technology (MIT), enquanto em quinto lugar ficou a britânica Cambridge.

Já o número de universidades chinesas aumentou para 35 neste ano.

* Com informações da EFE

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