Bolsistas do Ciência sem Fronteiras garantem visto em Brasília

Eles ainda receberão orientações da Embaixada dos Estados Unidos sobre a vida no país. Mutirão de vistos termina sexta-feira

Priscilla Borges, iG Brasília |

Victor Girotto, 20 anos, se prepara para embarcar no primeiro intercâmbio de sua vida em menos de duas semanas. Ansioso, ele ficou feliz de poder dividir as expectativas e as angústias naturais de quem se prepara para mudar de vida com outros jovens estudantes em Brasília.

Nesta segunda-feira, ele participou, junto com outros 67 universitários de um mutirão de vistos promovido pela Embaixada dos Estados Unidos para atender ao programa Ciência sem Fronteiras . Lançado em julho pela presidenta Dilma Rousseff, ele vai distribuir 100 mil bolsas a estudantes brasileiros até 2014.

Divulgação/Embaixada dos Estados Unidos
Victor e Monique fazem parte do primeiro grupo de bolsistas do Ciência sem Fronteiras: vão passar um ano nos Estados Unidos
Aluno do curso de Ciência da Computação na Universidade Católica de Brasília, Victor espera ter outras visões da sua área de estudo a partir da nova experiência. Ele ficará um ano na Universidade Estadual do Arizona. “É onde as inovações da minha área acontecem. Estou animado, nervoso e ansioso”, brincou.

A também brasiliense Monique Gasparoto Freitas, 20 anos, acredita que o intercâmbio servirá também para o crescimento pessoal dos participantes. “Vamos poder trazer novas formas de visão para as pesquisas na minha área. Além da parte acadêmica, há o crescimento pessoal”, afirma a jovem.

Estudante de Ciências Físicas e Biomoleculares na Universidade de São Paulo em São Carlos, Monique diz que o evento prévio serviu ainda para criar uma rede de contatos com outros jovens que viajarão para os Estados Unidos. Depois de preencherem os documentos necessários para emissão dos vistos, os bolsistas participaram de um almoço.

Thomas Shannon, embaixador dos Estados Unidos no Brasil, ressaltou que os universitários representarão o Brasil nas universidades norte-americanas onde estudarão e pediu que aproveitassem a oportunidade para transformar o futuro. “Essa não será uma experiência boa para vocês individualmente apenas, mas para os dois países”, comentou.

Rosana Segatto, 20 anos, aluna de Biotecnologia da Universidade Federal da Grande Dourados, de Mato Grosso do Sul, acredita que a oportunidade lhe permitirá conquistar um emprego melhor no futuro.

Para o nordestino Sanderson Santos, 22 anos, que largou Natal (RN) para estudar Engenharia de Produção da Universidade de Brasília (UnB), imagina poder “ajudar o País na Copa de 2014” com os conhecimentos que aprenderá nos Estados Unidos.

Força-tarefa

Até sexta-feira, a Embaixada e os consulados dos Estados Unidos no Brasil vão fazer um esforço extra para liberar mais rápido os vistos dos primeiros 630 bolsistas do programa. Entre esta segunda e terça-feira, outros 126 bolsistas serão atendidos no Rio de Janeiro e 304 em São Paulo. No dia 23, 118 serão atendidos em Recife.

Os Estados Unidos vão oferecer, ao longo de 2012, 4,5 mil vagas para o programa. Nessa primeira leva, 104 instituições norte-americanas de 47 estados participam do projeto. O primeiro edital foi lançado em julho, para testar o interesse dos candidatos. Mais de 7 mil universitários se candidataram às 1,5 mil bolsas oferecidas.

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