Educadores que conseguirem o benefício terão de dar aula na rede pública de ensino por cinco anos após receber diploma

O ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou nesta segunda-feira, 21, que a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) passará a conceder bolsas de mestrado a professores da educação básica em troca do compromisso de permanecer como docente da rede pública de ensino por, no mínimo, cinco anos depois da diplomação. Os mestrados serão do tipo profissional - que não dão direito a dar aula em universidade - e feitos à distância pela internet. 

“Queremos garantir o prosseguimento do estudo do professor, agora com mais que uma especialização – com um mestrado”, explicou o ministro. Os docentes poderão acumular a bolsa com salários recebidos pelas aulas.

Os cursos serão ligados às áreas de ensino da educação básica. O anúncio foi feito durante cerimônia de premiação de professores no Palácio do Planalto. “Muitas vezes o mestrado não é na cidade onde o professor mora e isso exige custeio, gastos com transporte, alimentação, aquisição de material pedagógico”, explicou Haddad ao falar sobre a importância da bolsa para a formação dos professores da educação básica.

O ministro afirmou que a medida objetiva também estimular o aumento da oferta de mestrado para os educadores da rede pública ao criar a demanda pelos cursos.

As bolsas comuns de mestrado, que no caso da Capes pagam R$ 1.200 já são opção de muitos professores por significarem remuneração maior do que o piso de 40 horas semanais que foi reajustado este ano para R$ 1.187. O programa, no entanto, não exigia como contrapartida que o mestre voltasse a dar aula no ensino público.

Os detalhes do programa serão divulgados nesta terça com publicação de portaria que normatiza a concessão no Diário Oficial da União.


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