Bibliotecas municipais não atendem deficientes

Estudo da FGV mostra que 94% dos ambientes não oferecem serviços para deficientes auditivos, mentais ou físicos

Priscilla Borges, iG Brasília |

Um dos resultados mais impressionantes revelados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que realizou o 1º Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais a pedido do Ministério da Cultura (MinC), é que as bibliotecas municipais não estão preparadas para atender os usuários portadores de necessidades especiais. Apenas 9% delas possuem audiolivros ou livros em Braille para atender os deficientes visuais.

Para Fabiano Piúba, diretor de Livro, Leitura e Literatura do MinC, essa é uma das constatações mais graves do levantamento. Por isso, o ministério lançou nesta sexta-feira um edital para distribuir recursos e apoiar as bibliotecas. Serão repassados R$ 30,6 milhões a 300 bibliotecas públicas do País. Os municípios interessados terão de apresentar propostas até 15 de junho.

Há uma categoria específica para destinar recursos aos projetos que garantam acessibilidade nas bibliotecas. As propostas devem contemplar a compra de equipamentos e mobiliário adaptado às diferentes necessidades especiais; capacitação de funcionários; reformas físicas dos espaços e criação de programação sociocultural.

O edital também contemplará aquisição de novos livros e materiais, reforma de espaços físicos e formação de profissionais. Ainda na primeira quinzena de maio, outro edital será lançado para apoiar a produção de livros e outros suportes acessíveis. “Estamos trabalhando para a construção de um país de leitores”, afirma Fabiano.

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