Bajulação é tema de redação do vestibular da Unesp

Texto devia ser baseado em tirinha, texto de Machado de Assis e pesquisa científica. Candidatos acharam tema fácil, mas ruim

Cinthia Rodrigues, iG São Paulo |

O tema da redação da segunda fase do vestibular da Univesidade Estadual Paulista (Unesp) foi “Bajulação – virtude ou defeito? ”. Basedo em uma tirinha do cartunista Laerte, no resultado de uma pesquisa científica coreana sobre os efeitos da bajulação no cérebro de quem recebe o elogio e no conto Um homem Superior, de Machado de Assis, os candidatos deveriam argumentar se bajular é bom ou ruim.

Em geral o tema foi considerado fácil, porém longe dos mais interessantes. O estudante André de Almeida Schutzer, 17 anos, que tenta uma vaga em Ciências Biológicas - Gerenciamento Costeiro concordou com o resultado da pesquisa e argumentou que há vantagens em bajular. “Hoje em dia, principalmente no emprego, uma pessoa pode conseguir algo elogiando a pessoa certa”, disse.



Também concorrendo a uma vaga em Ciências Biológicas, mas na modalidade médica, Carolina Avelino da Silva, 17, pensa diferente. “Eu defendi que é preciso moderação”, disse lembrando que como comprovou a pesquisa a bajulação pode ser útil, porém para Carolina também é um defeito. “O puxa-saquismo é falso e uma pessoa não pode fazer elogios descarados, montando uma imagem negativa da pessoa no grupo”.

Adriana Bezerra de Souza disse na redução não poderia ser virtude. “A pessoa que faz um elogio pensando em se beneficiar não está sendo virtuosa e o texto do Machado, com ironia, mostrava isso”. Também chamou a atenção de Adriana, que o filme “Gattaca” – ficção científica lançada em 1997 em que seres humanos são criados em laboratórios - foi tema de duas perguntas da prova, uma de língua português da e outra de língua inglesa. “Quando chegou na prova de inglês a questão já estava facilitada por causa da prova de português”.

Os colegas Enoque Ferreira de Paula, 21 anos, e Cleber Moreira, 24 anos, que tentam vaga na carreira de Música, acharam o tema fácil de desenvolver, porém ruim. "O assunto em si remeteu ao cotidiano, não era difícil entender, mas era um tema chato", disse Moreira. "Para mim, foi uma escolha muito ruim, eu não tive dificuldade falei dos dois lados, fui vago, mas acho que não era nada construtivo", arrematou Enoque.

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