Bahia, Ceará e Pará ganharão novas universidades federais

Nível de pobreza foi critério usado para seleção de cidades que vão receber 120 novos institutos federais

iG São Paulo |

O governo federal vai criar quatro novas universidades federais: duas na Bahia, uma no Ceará e outra no Pará. O anúncio oficial da terceira fase do programa de expansão da Rede Federal de Educação Superior foi realizado pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, e pela presidenta Dilma Rousseff, nesta terça-feira, dia 16, em Brasília. Além das universidades, foi prometida a abertura de 47 campi universitários e 208 unidades dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

O MAPA DA EXPANSÃO (MEC)

No Pará, a nova instituição, a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), terá sede na cidade de Marabá, onde hoje funciona o campus Marabá da Universidade Federal do Pará (UFPA). A Universidade Federal da Região do Cariri (UFRC), no Ceará, terá sede em Juazeiro do Norte. Ela será instalada na atual estrutura do campus Cariri, que pertence à Universidade Federal do Ceará (UFCE). 

No Estado baiano, a Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufoba) será em Barreiras, onde atualmente funciona o campus Barreiras da Universidade Federal da Bahia (UFBA); e a Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufesba), terá sede em Itabuna.

Segundo o ministro Haddad, os locais para as novas universidades e institutos federais foram definidos de acordo com as necessidades das regiões e a expansão faz parte de um esforço de vários ministérios para erradicação da miséria. "Vamos promover a interiorização da educação profissional e da educação superior", disse. "Nós sabemos a diferença que um campus de um instituto federal ou de uma universidade faz nos municípios", acrescentou a presidenta Dilma.

Dentro do programa de expansão, outras 12 universidades federais, de 11 Estados, ganharão 15 campi. No Pará, a UFPA ganha um campus; na Bahia, a UFBA e a UFRB, um campus cada uma; no Ceará, a UFCE (2); em Pernambuco, a UFRPE (1); em Goiás, a UFG (2); no Maranhão, a UFMA (1); no Mato Grosso, a UFMT (1); em Minas Gerais, a UFVJM (2); em São Paulo, a Unifesp (1); em Santa Catarina, a UFSC (1); no Rio Grande do Sul, a UFSM (1).

Roberto Stuckert Filho/PR
Gleisi Hoffmann, Sarney, Temer e Marco Maia prestigiam anúncio do projeto de expansão das universidades federais
Cronograma
De acordo com o MEC, até 2012, serão implementados 20 campi universitários em oito Estados e 88 unidades de institutos federais em 25 Estados, que começaram a ser construídas ainda no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Prefeitos assinarão termos de compromisso para a construção de 120 unidades de institutos federais em municípios dos 26 Estados e no Distrito Federal. Esses locais foram selecionados a partir de critérios como o percentual da população em extrema pobreza. Foram privilegiadas cidades muito populosas e com baixa renda per capita, além daquelas que apresentaram resultados ruins em avaliações como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e têm um percentual maior de jovens atrasados na escola. A previsão é de que todas as unidades estejam em funcionamento nos próximos três anos.

Das obras das etapas anteriores do projeto de expansão, o ministro admitiu que 5% delas estão atrasadas . Segundo ele, por problemas dos empresários da construção civil que não cumpriram o exigido pelos editais.

Greve nas federais
No momento em que o governo anuncia a expansão da rede federal de ensino, tanto as universidades como os institutos federais enfrentam greves . Os servidores técnico administrativos das universidades federais estão paralisados desde o dia 6 de junho. Já nos institutos federais, que oferecem ensino médio técnico e cursos de nível superior, professores e funcionários declararam greve no dia 1º de agosto.

* Com informações da Agência Brasil

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