Símbolos da http://turismo.ig.com.br/destinos_internacionais/2008/09/10/visite_a_misteriosa_ilha_de_pascoa_1743002.html target=_topIlha de Páscoa, as obras foram produzidas pelo povo Rapa Nui no século XIII, e surpreendem e encantam pelo tamanho e riqueza de detalhes.

Mais do que cartões postais de uma ilha isolada do mundo, perdida em meio ao Oceano Pacífico, as estátuas Moais despertam a curiosidade e admiração de todos pelo seu tamanho, riqueza de detalhes e idade, cerca de 700 anos! Um a um, enormes e pesados blocos de rocha vulcânica eram selecionados, moldados e transportados pelo povo Rapa Nui.

Com enormes cabeças, orelhas e narizes protuberantes, as imagens representavam algo que, até hoje, não se sabe ao certo o que seria: guardiões, deuses, representações de reis... O que é certo é que estas estátuas são a memória viva de um povo que viveu e morreu em nome da arte, reunindo todos seus esforços e matérias-primas, transformando a ilha em um verdadeiro museu à céu aberto da cultura Rapa Nui.

Estátuas Moais na Ilha de Páscoa (Imagem/Getty Images)


A cultura Rapa Nui

Para que mais de 200 estátuas pesando muitas toneladas fossem produzidas, em uma época que não havia tecnologia alguma, foi necessário uso de mão de obra especializada e centralizada em algumas linhagens de famílias residentes da ilha. Dados etnográficos demonstram que havia dois grupos étnicos, co-existindo durante algum período. Um deles, descritos por terem longas orelhas, podem ter sido os responsáveis pela produção dessas esculturas, explica Gerson Levi-Lazzaris, etnoarqueólogo que cursa doutorado na Vanderbilt University, nos Estados Unidos, onde também é Assistente de Ensino em Antropologia.

Segundo Levi-Lazzaris, as peças eram esculpidas com a ajuda de ferramentas produzidas por eles mesmos, com pedras de grau de dureza maior. Aos poucos, iam lapidando e fazendo o polimento com água e areia, para chegar ao formato das grandes esculturas feitas em rochas vulcânicas, que eram retiradas de pedreiras existentes na própria ilha. Depois de esculpidas, elas eram transportadas para plataformas cerimoniais chamadas Ahu, pela zona costeira, voltados para o centro da ilha, o que pode ser uma evidência simbólica de uso de alguns pontos cerimoniais, comenta o etnoarqueólogo. As estátuas deixaram de ser produzidas quando a crença do homem pássaro passou a ser aceita pela sociedade e a ilha foi descoberta e colonizada pelos ingleses.

Organizados e bem adaptados em sua ecologia, o povo Rapa Nui concentrava todo seu tempo, esforço, matéria-prima e mão de obra para a produção das estátuas, por alguma razão sagrada em sua cultura. Milhares de árvores foram arrancadas para que pudessem suprir as necessidades dos cerca de 10 mil habitantes que viviam na ilha em seus tempos áureos. Estas ações causaram grande desmatamento à região, que nunca mais voltou a ser o que era.

Atualmente, a Ilha de Páscoa é uma província do Chile, e vive basicamente do turismo à região para conhecer e sentir de perto a energia de um povo que viveu em nome da arte!

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