A Secretaria Estadual de Educação do Rio divulgou hoje uma nota curta para comentar a queda na qualidade do ensino médio no Estado, anunciando uma série de medidas nos âmbitos pedagógico e de infra-estrutura para melhorar o desempenho dos alunos. O Rio está entre os 11 Estados que ficaram abaixo do esperado em pelo menos uma das etapas da educação, não tendo as metas do ensino médio.

Entre as ações do governo do Rio, estão a contratação de 8 mil professores, a reforma em 143 das 1.591 escolas, a distribuição de 31 mil notebooks a professores.

Segundo o comunicado, até o fim do ano, todas as escolas do Estado terão internet banda larga, o que deverá surtir efeito positivo nos próximos índices do Indicador de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Para a antropóloga Ivonne Maggie, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), esse é um reflexo da "dificuldade de se ter uma política pública certa". "Enquanto o país está discutindo o acesso ao ensino superior, o Rio de Janeiro está com problemas sérios no ensino médio. Isso significa falta de políticas públicas inteligentes para que as escolas melhorem", afirma. Para Maggie, o alto índice de repetência é um dos vilões da queda do índice. "Reprovar não é ensinar. É lavar as mãos", afirma.

O economista e especialista em educação Cláudio de Moura Castro diz que o ensino médio no País é "enguiçado, extremamente ambicioso e abstrato". "O Brasil é o único país do mundo que tem o mesmo currículo para todo o país e acaba não funcionando para ninguém. Na Europa, temos países com até seis tipos diferentes. Nos Estados Unidos, é o aluno que direciona o que quer do ensino médio", afirmou.

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