Após greve, aulas na UnB vão até setembro

Novo calendário acadêmico é definido na Universidade de Brasília. Recesso acontece em dezembro

iG São Paulo |

O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe), da Universidade de Brasília (UnB), definiu na última quinta-feira o novo calendário acadêmico. As aulas do primeiro semestre irão até 4 de setembro. Em 27 de setembro inicia-se o segundo semestre letivo, que acabará em 8 de fevereiro de 2011. O recesso acontecerá somente em dezembro.

As datas precisaram ser ajustadas devido à greve dos professores que durou dois meses e acabou no último dia 10 de maio. O novo calendário foi elaborado pela Secretaria de Administração Acadêmica (SAA) e pelo Decanato de Graduação (DEG). A falta de serviços básicos prestados pelos técnico-administrativos, que continuam em greve, atrapalha as atividades acadêmicas, mas os conselheiros optaram por seguir com as atividades acadêmicas.

Segundo a agência UnB, serviços de laboratórios, transporte e alimentação estão paralisados na universidade. Carlos José Passos, professor de Gestão em Saúde Ambiental do campus de Planaltina, contou que as disciplinas que exigem saída da universidade não estão acontecendo por falta de combustível.

Os técnico-administrativos marcaram presença na reunião. Munidos de faixas pedindo a manutenção da URP, o discurso do grupo foi de que a definição do calendário não traz nenhuma consequência para o movimento grevista. “Viemos para cá fazer um protesto simbólico. Nossa luta continua independente dos alunos e dos professores”, afirmou Mauro Mendes, coordenador de administração do Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub).

Medidas compensatórias

Além do calendário, foram votadas medidas que visam não causar prejuízos aos alunos, principalmente os de baixa renda. Os estudantes terão suas faltas abonadas, retroativas ao dia 11. Além disso, aqueles que desejarem retirar disciplinas da grade curricular poderão fazer isso. O trancamento geral de matrículas justificado também poderá ser feito até 2 de junho.

O pagamento das bolsas de permanência e alimentação foi garantido. Rachel Nunes da Cunha, decana de Assuntos Comunitários, aproveitou a reunião para informar que ontem foi fechado o pagamento de 423 bolsas. Os alunos receberam duas parcelas no valor de R$ 465,10, referentes ao meses de abril e maio. “Houve um atraso em razão da falta dos técnicos. Mas trabalhamos para pagar os estudantes. Deixamos de cuidar da gestão para tratar dessa demanda”, disse.

Uma comissão de supervisão da qualidade do ensino também foi criada. A intenção é que o grupo, formado por três alunos e três professores, possa verificar se o calendário está sendo cumprido e auxiliar o Cepe em medidas de amparo aos alunos.

* Com informações da Agência UnB

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