Pesquisa do Ibope sobre alimentação nas escolas particulares mostrou diferença entre percepção de gestores e estudantes

A pesquisa do Ibope sobre o que pensam gestores, pais e alunos de escolas particulares com serviços terceirizados mostrou que a alimentação oferecida não agrada aos estudantes. Enquanto gestores estão satisfeitos com as cantinas e lanchonetes, os alunos apontam problemas de higiene e qualidade.

A pesquisa ouviu 208 alunos, 100 gestores e 104 pais nas capitais em que mais há instituições de ensino particular: São Paulo, Distrito Federal, Aracajú, Salvador, Curitiba e Porto Alegre. A nota média dada pelos gestores para os parceiros responsáveis pelo serviço de alimentação foi 8, enquanto os pais e alunos deram 7, mas quando se aprofunda o que cada um gosta ou não a diferença entre as percepções aumenta.

Enquanto 71% dos gestores e 61% dos pais estão satisfeitos com higiene, apenas 47% dos alunos acham adequada. Os estudantes reclamam ainda da qualidade do preparo (apenas 37% aprovam), do sabor (35%) e da falta de inovação do cardápio, que só é suficiente para 11% dos entrevistados.

Além disso, para 67% dos alunos o serviço é mais caro terceirizado do que seria se a escola o oferecesse, enquanto só 37% dos gestores têm esta percepção. “Há um distanciamento entre a visão que os gestores têm do serviço oferecido e o que os pais têm”, diz Nelson Marangoni, vice-presidente de Desenvolvimento e Negócios Estratégicos do Ibope, que apresentou os dados no 1º Encontro de Gestores de Instituições de Ensino promovido pelo grupo de alimentação GRSA.

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