Alunos monitores exercem função chave em escola

Estudantes usam blog para fazer integração entre alunos e professores em escola da zona norte de São Paulo

Carolina Rocha, iG São Paulo |

Eles nem terminaram o ensino fundamental, mas já são chamados de “tio” e “tia” pela escola. “Tio, eu terminei! Posso jogar?”, pergunta um aluno da 3ª série da EMEF Franklin Augusto de Moura Campos ao também aluno Maurício Santos, da 7ª série, após fazer sua tarefa na aula de informática educativa.

Maurício é um dos 11 estudantes selecionados para atuar como aluno-monitor na escola, que fica na zona norte da capital paulista. O trabalho do grupo é dar apoio a alunos e professores durante as aulas de informática, mas a presença deles extrapola o laboratório de computadores.

“É impressionante ver como os outros os respeitam. Até mesmo em atividades que não envolvem o laboratório de informática os outros alunos e professores acabam envolvendo esta turma, pois viraram referência de bom comportamento e responsabilidade”, comenta a professora de Informática Educativa Cláudia Cristina Vieira Valério, responsável pelo grupo no laboratório.

Daiane Ingrid, da 5ª série, é uma das mais empolgadas para falar de sua participação no programa de monitoria. Uma das duas únicas pessoas do grupo que não têm computador em casa, ela havia feito no ano passado um curso de informática em um telecentro de sua região, o que facilitou para ser selecionada como monitora. “Já teve professor que não sabia mexer no computador e pediu minha ajuda. Eu ajudei e deu tudo certo”, conta.

Para participar do grupo, os alunos, além de se mostrarem responsáveis, devem ter notas boas e, durante o ano, terão de manter o mesmo nível das notas. “O trabalho da gente não pode atrapalhar as outras aulas, então tem de tirar notas boas em todas as disciplinas”, explica Daiane.

Blog

Para ampliar a ponte entre estudantes, professores e as tecnologias da informação, no ano passado, a professora Cláudia e seus alunos tiveram a idéia de registrar tudo o que era feito na escola em um blog . Trabalhos desenvolvidos nas aulas, comunicados, propostas de leitura, entre outros acontecimentos acabam parando nas páginas do site, que recebe uma média de 20 comentários por postagem.

“Mesmo os alunos que não participam do blog acabam parando a gente nos corredores, no recreio, em todo lugar, para dar sugestões do que a gente pode escrever. Eles não estão no projeto, mas estão”, comenta Jonatas de Jesus, da 8ª série, que participou da criação da página junto com a turma de monitores do ano passado.

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