Alunos e professores vão manter invasão na Federal de Rondônia

Alunos querem publicação da exoneração do ex-reitor José Januário de Oliveira Amaral no Diário Oficial da União

Wilson Lima, iG Maranhão |

Os alunos e professores da Universidade Federal de Rondônia (Unir) manterão a greve e a invasão da reitoria da instituição pelo menos até a segunda-feira da semana que vem. Eles esperam a publicação do pedido de exoneração do cargo do ex-reitor José Januário de Oliveira Amaral no Diário Oficial da União (DOU). Amaral pediu desligamento do cargo ao ministro da Educação, Fernando Haddad, na quarta-feira (23) após se apontado como integrante de um possível esquema de desvio de recursos dentro da universidade.

null A crise na Federal de Rondônia:

- Ministério Público tem 30 investigações sobre Federal de Rondônia

- Após crise, reitor da Universidade Federal de Rondônia renuncia

Segundo os integrantes do comando de greve, a publicação do pedido de exoneração é apenas o primeiro momento de um processo de reestruturação da universidade. Eles querem que a vice-reitora, Maria Cristina França, assuma a entidade, inicie processo de investigação do ex-reitor e o processo de eleição para um novo reitor. “Nossa luta é pela universidade”, disse o chefe do departamento do curso de Ciências Sociais da Unir, Estévão Fernandes, integrante do comando de greve.

A greve na Universidade Federal de Rondônia começou em setembro, após indícios de irregularidades na gestão dos recursos da entidade. Em outubro, a reitoria foi invadida. Os alunos e professores reclamam da falta de estrutura básica nos câmpus da Unir e acusam o ex-reitor de envolvimento em desvio de recursos.

Nesta quarta-feira (23), o iG revelou que existem 30 investigações abertas no Ministério Público Estadual (MPE) e Federal (MPF) relacionando problemas e desvio de recursos destinados à Unir ou a projetos de professores. Até bolsas de pesquisas foram desviadas, segundo dados das investigações. Somente uma professora de biologia denunciou ao MPE que, a partir de um projeto de pesquisa dela, a Fundação Rio Madeira (Riomar) pode ter desviado cerca de R$ 800 mil.

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