Alunos do Mackenzie protestam contra uso do Enem como vestibular

Estudantes de universidade em São Paulo alegam que exame está “desmoralizado” e que mudança fará com que diploma perca o valor

iG São Paulo |

Reprodução Facebook
Panfleto dos estudantes do Mackenzie contrários à adesão ao Enem como vestibular
Estudantes da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, fizeram uma manifestação nesta quarta-feira contra a decisão da instituição de utilizar a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2011 como único processo seletivo para preencher parte das vagas do segundo semestre. Apenas os cursos de Arquitetura e Urbanismo e de Desing terão provas de habilidades específicas.

Os estudantes alegam que o Enem é um “exame desmoralizado por sucessivos escândalos, fraudes e irregularidades”, e alegam que a adesão fará com que o diploma perca seu valor.

A manifestação interditou três faixas da rua da Consolação, em frente ao Mackenzie, por volta das 11h. Apenas o corredor de ônibus, na quarta faixa, ficou liberado para o tráfego. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) desviou o tráfego para a rua Maria Antônia. Outras duas manifestações também complicaram o trânsito na capital paulista nesta quarta.

Em nota, a reitoria do Mackenzie afirma que não pode impedir nem se responsabilizar pelas ações dos estudantes fora do seu espaço físico. A direção "lamenta os transtornos causados" pela manifestação e reafirma a escolha do Enem como processo seletivo.

"O Enem pode ser considerado o mais democrático e inclusivo dos processos seletivos no país. Neste sentido, o Mackenzie segue o exemplo de outras instituições educacionais de primeira linha no Brasil, tanto públicas quanto privadas, que já incluíram esta iniciativa em sua seleção", diz a nota.

Para estudantes que não prestaram o último Enem, o Mackenzie abrirá um segundo edital ainda neste semestre, divulgando nova oferta de vagas para todos os cursos que constam da primeira etapa. Assim, serão duas formas distintas de participação do processo seletivo para as vagas do segundo semestre de 2012.

Anteriormente, a reitoria do Mackenzie, havia respondido às críticas dos alunos afirmando que a decisão era " uma tendência irreversível ". O edital, segundo a nota da instituição, é "voltado para um público cada vez mais representativo de estudantes que prestam Enem e querem aproveitá-lo para ingresso nas maiores e melhores universidades, inclusive as públicas". O texto ressalta que parte das vagas (cerca de metade) ainda será oferecida pelo vestibular tradicional.

AE
Alunos do Mackenzie bloqueiam a rua Maria Antonia e a Consolação na manhã desta quarta-feira em protesto contra a adesão do Enem como vestibular


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