Alunos com nome no listão não conseguem se matricular na UFPE

Candidatos que haviam recebido bônus na nota para quem é escola pública perderam benefício e a vaga em instituição de Pernambuco

Renata Baptista, iG Pernambuco |

Após terem seus nomes incluídos no listão de aprovados da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), alguns estudantes se surpreenderam ao não conseguirem efetuar a matrícula na instituição. Pela lista, alunos que não estudaram em escola pública receberam a bonificação de 10% na nota dada apenas àqueles que cursaram o ensino médio público, como prevê o edital do vestibular. A correção do equívoco – e consequente diminuição da nota – só ocorre no momento da matrícula.

Quando os candidatos realizaram a inscrição para o vestibular, podiam declarar se estudaram ou não em escolas públicas. A comprovação do histórico só é realizada no ato da matrícula.

Cerca de 50 alunos compareceram até esta quinta-feira, dia 10, na sede da Comissão de Vestibular (Covest), relatando o problema. Alguns deles levaram o cartão de confirmação de inscrição, onde está declarado que eles não requereram o benefício concedido a estudantes de escolas públicas.
A estudante Luciana Vasconcelos é uma das candidatas que ficou decepcionada ao não conseguir fazer a matrícula. No dia da divulgação do listão, em 21 de janeiro, sua nota foi 7,3, e, na hora da matrícula, ela percebeu que a sua nota real, de 6,7, era insuficiente para assegurar sua vaga no curso de Direito na universidade. "Dá vergonha pelas pessoas que achavam que eu tinha passado", disse.

A Covest, por meio da assessoria de imprensa, afirmou que todos os requerimentos dos estudantes serão analisados, mas que é quase nula a possibilidade de erro no sistema. De acordo com a comissão, uma decisão judicial fez com que os alunos pudessem alterar suas inscrições até a véspera da prova no quesito que tratava sobre o benefício. A decisão judicial estendia o acréscimo de 10% na nota a alunos de escola pública de outros Estados, diferentemente do que estava previsto no edital, que limitava a bonificação para estudantes de escolas de Pernambuco.

Segundo realata a Covest, um dos casos avaliados nesta quinta-feira foi de um aluno que havia passado em Medicina, mas que na hora da matrícula viu que a nota sem os 10% não era suficiente para a aprovação. Pelo sistema, está registrado que ele teria pedido o benefício na véspera do primeiro dia de prova. Na hora da matrícula, não comprovou que estudou em escola pública.

Cerca de 40.000 candidatos prestaram o vestibular para as 6.390 vagas oferecidas em 101 cursos dos três campi (Recife, Vitória de Santo Antão e Caruaru) da universidade. As matrículas dos novos estudantes, que começaram na segunda-feira, terminam nesta quinta-feira.

A primeira lista de remanejamento da instituição deve ser divulgada na próxima quinta-feira.

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