Alunos abandonam cursos por problemas financeiros, diz IBGE

SÃO PAULO - O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o perfil da Educação e Alfabetização de Jovens e Adultos e da Educação Profissional no Brasil nesta sexta-feira. Os dados do IBGE mostram que os problemas financeiros são uma das principais causas de abandono dos cursos de qualificação profissional.

Redação iG Educação |

 - Cinco milhões de brasileiros nunca frequentaram cursos de educação profissional, diz IBGE


Segundo a pesquisa, 2,4 milhões de pessoas não concluíram os cursos, ou seja, 10,2% dos que frequentaram . Do total de abandonos, 25,5% alegaram que problemas financeiros eram o empecilho para concluir o curso.

Outro fator que influenciou muitas desistências foi a insatisfação com o curso, 18,7% dos frequentadores. Além disso, incapacidade de acompanhar (10,1%), o local do curso (7,4%), problemas familiares (7,0%), problemas de saúde (4,1%) e conteúdo incompatível com o merdado de trabalho (1,3%) também foram motivos para abandonos.

A pesquisa mostra que 45,5% dos alunos que fazem uma qualificação profissional procuram cursos de informática. Outra área de bastante destaque é a de comércio e gestão, que reuniu, em 2007, 11,5% do total de pessoas que procuravam os cursos.

O estudo aponta também que a rede privada atende a maioria dos alunos da educação profissional . De acordo com os dados, o Sistema S (Senai, Sebrae, Senac etc) atendem a 20,6%, ou seja, 7,4 milhões, das pessoas que frequentam ou frequentavam algum curso.

Esse percentual é menor ao das instituições particulares e públicas de ensino, que são responsáveis por 53,1% (18,9 milhões) e 22,4% (8 milhões), respectivamente.

O estudo "Aspectos Complementares da Educação de Jovens e Adultos e Educação Profissional", suplemento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2007), aponta que a qualificação é um dos principais objetivos de quem procura a Educação de Jovens e Adultos, a EJA.

Entre as 6 milhões de pessoas que frequentavam algum curso profissional em 2007, 80,9% estavam no segmento da qualificação profissional e 17,6%, em cursos técnicos de nível médio. Dos 29,6 milhões que haviam frequentado anteriormente, 81,1% cursaram qualificação profissional e 18,4%, técnico de nível médio.

Quando somado os que já haviam frequentado um curso de educação profissional com os que frequentavam, um total de 35,6 milhões, os números se repetiam: 81,1% cursaram qualificação profissional, 18,2% um curso técnico de nível médio e 0,7% fizeram graduação tecnológica.

Quem procura a EJA

Segundo a pesquisa, 53% das pessoas que procuram a EJA para fazer um curso são mulheres e 47% são homens. Os dados mostram também que aqueles com menor rendimento (3%) e que não tinham rendimentos (2,6%) são os que mais procuram os cursos.

Pessoas pardas, brancas, negras e de outras raças, representam 47,2%; 41,2%; 10,5% e 1,1,%, respectivamente.

Os dados mostram também que o grupo estário que mais procura a EJA está na faixa de 30 a 39 anos (10,7%), seguido de 40 a 49 (8,6%), 18 ou 19 (7,5%) e de 50 ou mais (4,6%).

Nordeste

Segundo o Pnad 2007, o Nordeste do Brasil é onde está concentrado metade dos analfabetos do País, 7,5 milhões, e foi na mesma região que o Alfabetização de Jovens e Adultos (AJA) teve o maior número de participantes: 1,3 milhões de pessoas.

Os motivos apresentados pelas pessoas que frequentaram o AJA foram: aprender a ler e escrever (66%), retomar os estudos (21,8%) e conseguir melhores oportunidades de trabalho (7,9%).

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