Aluno que se transferiu da Medicina em Macáe disse ter ficado ‘desapontado’

Gustavo Machado passou para a UFJF após dois períodos na UFRJ e revela insegurança de voltar. ‘Não tem como negar os problemas estruturais’

Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro |

Raphael Gomide
Campus da Faculdade de Medicina da UFRJ, de onde Gustavo pediu transferência provisória. Ele está inseguro para voltar em 2012
O mineiro Gustavo Machado, 23 anos, estudou dois períodos no curso de Medicina da UFRJ em Macaé (RJ), antes de pedir “mobilidade acadêmica” para a UFJF, em sua cidade natal, Juiz de Fora. Segundo ele, um fator importante para trocar de universidade por até um ano e meio foi a “falta de estrutura” em Macaé.

“Não tem como negar os problemas estruturais. Fiquei desapontado. Tinha passado também para a Uni-Rio (outra universidade federal no Rio) e podia até ter abandonado Macaé, mas optei pela UFRJ pelo nome e por achar que pegaria uma melhora grande no curso. Saí porque no segundo semestre houve uma inconstância, insegurança. Lá temos de conviver com insegurança. Isso pesou para a minha saída”, disse, por telefone, ao iG .

Como não foi definitivamente transferido – a “mobilidade” só dura até agosto do ano que vem – o rapaz torce para que, nesse período, as deficiências da UFRJ em Macaé sejam superadas. “Tenho de voltar em agosto de 2012. Espero que já esteja melhor então, que se organize. Dizem que melhorou consideravelmente em relação ao que estava no ano passado, mas ainda falta muito. Fica a insegurança de voltar”, afirmou.

Para ele, apesar dos problemas, o nome da UFRJ ainda serve como abre-portas. Com 23 anos, ele já não se anima a prestar novo vestibular e recomeçar em outra faculdade.

“É um curso de renome e já não tenho o ímpeto de voltar ao cursinho. Bem ou mal, irei me formar pela UFRJ. Em universidade federal, é o aluno que corre atrás, com outras fontes de conhecimento, é o aluno que faz a faculdade. As pessoas de Macaé são fantásticas e tenho certeza de que serão ótimos médicos. Mas os problemas de estrutura não tem como negar.”

De acordo com Gustavo, é natural que haja dificuldades em um novo curso. “Muita coisa não muda, aqui (em Juiz de Fora) tem problemas também. Tudo o que é novo é mais difícil de estruturar. Aqui já tem um curso pronto, uma história. Então sente a dificuldade, algumas barreiras.”

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