Acordo ortográfico vai abrir mercado editorial e expandir idioma, diz especialista

BRASÍLIA - A aprovação do acordo ortográfico, que unifica a forma como é escrito o português nos países lusófonos, aprovada hoje (16) pelo Parlamento de Portugal, pode ampliar a utilização da língua portuguesa no mundo e melhorar os índices de leitura nos países que falam o idioma, na avaliação do presidente do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), Godofredo de Oliveira Neto.

Agência Brasil |

Essa decisão revigora decisivamente a língua portuguesa do mundo e amplia a circulação de livros nos países lusófonos, cria melhores condições para diminuição do dramático nível de falta de leitura encontrado na maioria dos países de língua portuguesa. E contribuiu até para abertura de mercado, tanto para as editoras portuguesas quanto para as editoras brasileiras, avalia Neto, que também preside a Comissão de Definição da Política de Ensino, Aprendizagem, Pesquisa e Promoção da Língua Portuguesa (Colip), ligada ao Ministério da Educação (MEC).

A mudança, segundo o especialista, cria condições para que a língua portuguesa possa vir a ser uma língua oficial da Organização das Nações Unidas. Atualmente, a ONU adota o inglês, o francês, o espanhol, o russo, o árabe e o chinês como idiomas de documentos e reuniões oficiais.

As principais novidades para os brasileiros serão a extinção do trema e mudanças no uso do hífen e de acentos diferenciais (que distingue palavras com a mesma escrita, mas pronúncias ou funções diferentes), segundo Neto.  O acordo muda apenas a grafia, não vai alterar a diversidade da língua portuguesa. As diferenças continuarão a existir, serão permitidas, pondera.

Em julho, as comissões nacionais da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que além de Portugal e Brasil reúnem Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor Leste, vão se reunir para traçar estratégias de ação para elaborar um vocabulário ortográfico comum aos oito países , segundo Neto.

No Brasil, a mudança entra em vigor em janeiro de 2009. Por causa do período de adaptação, a regra passará a valer pelos livros didáticos comprados pelo MEC para as escolas públicas a partir de 2010.

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