Abstenção no primeiro dia da Unesp é de 8,9%

Concurso para 510 vagas para o segundo semestre da universidade é o mais concorrido da história da instituição

iG São Paulo |

De acordo com a organização do vestibular de meio de ano da Universidade Estadual Paulista (Unesp), o primeiro dia da segunda fase da prova, realizada neste domingo (03), teve uma abstenção de 8,9%. Faltaram 371 dos 4.163 estudantes classificados na primeira etapa.

Em números absolutos, São Paulo segue como a cidade campeã em estudantes ausentes, com 107 faltas sobre um total de 1.280 inscritos. Bauru e São José do Rio Preto ficam logo atrás, com 760 e 671 ausências, respectivamente.

No que se refere a números percentuais, a cidade que registrou o maior índice de abstenção no Estado de São Paulo foi Dracena (17,9%), seguida de Ourinho (14,9%) e Registro (14,8%).

Prova

Os vestibulandos que fizeram as provas acharam que a parte de humanas estava fácil e que exatas estava um pouco mais difícil. Uma característica forte da prova apontada pelos estudantes foi ela ter muitas questões envolvendo assuntos da atualidade, como o terremoto no Japão e os conflitos em países árabes. “A prova não estava complicada. Caiu muita atualidade e acho que esse deve ser o foco dos cursinhos agora”, conta Mariane Hassen, 19 anos, que está tentando entrar no curso de geografia.

A mesma opinião é compartilhada por Marina Pompeo, 16 anos, que também prestou geografia, mas apenas para treinar, já que se forma no fim desse ano e pretende cursar uma faculdade de Direito. “Faculdade pública tem que ter a prova assim. Acho importante estar ligado no que acontece no mundo e não saber apenas as teorias”, disse Mariana. O colega dela, Mateus Saito, 17 anos, prestou para engenharia elétrica também só para treinar. “A segunda fase é a mais importante para a gente, não temos muitas provas dissertativas como forma de treinar na escola ou no cursinho”, argumenta.

Marcel Gobbi, 21 anos, já desistiu de duas faculdades – Engenharia de Materiais na Unesp e Matemática na USP – e agora tenta entrar para o curso de Engenharia Ambiental. “Achei a prova tranquila, só que química foi mais complicado. Tinha muita química orgânica”. A prova de química também foi um obstáculo para Gabriel de Oliveira Carrapatoso, 20 anos. Ele presta para Geografia e quando questionado sobre a prova de exatas, deu risada. “Humanas estava razoável, mas exatas nem sei dizer”, conta. Carrapatoso foi fazer a prova vestindo a camiseta da seleção brasileira e ao sair da prova brincou com o fato de estar fazendo a prova durante o jogo do Brasil na disputa da Copa América. “Esse é só o primeiro jogo, não tem problema [não ver a partida].”

Prova mais gostosa
Nathalia Duarte, 16 anos, tem vontade de cursar Medicina e prestou zootecnia na Unesp por ter as mesmas matérias que ela precisa fazer no fim do ano. Ela achou a prova mais gostosa de fazer do que a de outras universidades. “Não tava difícil, mas é uma prova mais complexa. Ao mesmo tempo, é mais gostosa de fazer do que o vestibular da Fuvest e da Unicamp. As questões usam mais atualidades.”

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