A carreira de ator: muita transpiração, alguma inspiração

Poucas profissões exercem tanto fascínio e instigam tanto a sociedade quanto a de ator (ou atriz). E poucos ofícios são tão antigos: é só lembrar que havia teatro nos impérios grego e romano, para citar um exemplo.

Redação iG Educação |

Claro, muita coisa mudou, surgiram novos modos de interpretação e novos meios de divulgação, mas tudo continua fascinante. Para quem está pensando em seguir carreira artística, quais as melhores opções?

Como começar?

Há diversos cursos técnicos em artes cênicas e cada um deles segue uma metodologia. No geral, atores começam a formação por esses cursos e, depois, vão (ou não) para uma universidade. Para Débora Hummel, coordenadora do Teatro Escola Macunaíma, os cursos são importantes porque dão uma experiência que algumas universidades não oferecem. Ela lembra que os alunos têm que preparar a produção toda ao longo de um semestre e vão pelo menos cinco vezes ao palco antes de se formarem.

Já Fábio Cintra, músico e professor do curso de Artes Cênicas da USP, considera que os cursos podem ter importância, mas não são imprescindíveis. Para ele, pode acontecer um problema com os cursos técnicos, que às vezes acabam direcionando excessivamente para algum lado e, depois, pode ser difícil trabalhar outros aspectos.

Ele aponta que o curso superior da Universidade de São Paulo forma um ator-pesquisador-pedagogo. Ou seja, a ideia é de que todos possam contribuir no espetáculo, que adquire uma função pedagógica porque todos ali estão aprendendo algo. A ideia é que o ator não cumpra apenas o papel determinado por alguém, mas possa colaborar na realização da montagem.

Transpiração ou inspiração?

Ser um bom ator é uma questão de aptidão ou de trabalho duro? Para Débora Hummel, essa é uma profissão como outra qualquer em que se tem uma técnica que deve ser praticada à exaustão. Ela conta que o Teatro Escola Macunaíma, referência no setor, não faz nem seleção porque acredita que tudo é uma questão de vontade.

O músico Fábio Cintra acrescenta que, se tudo fosse um dom, não precisaríamos de escolas. O professor do curso de Artes Cênicas lembra que alguns alunos chegam na condição de atores intuitivos muito bons, mas que acabam enfrentando dificuldades na hora de aprofundar-se em determinadas questões.

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