502 inscritos para revalidar diploma de medicina

Prova piloto dos ministérios da Educação e Saúde recebe candidatos formados em 24 paí­ses

iG São Paulo |

Mais de 500 médicos formados no exterior se inscreveram para fazer a nova prova dos ministérios da Educação e da Saúde para revalidar seus diplomas. Por lei, o médico que não for graduado em uma universidade de medicina brasileira precisa ter seu diploma revalidado para atuar no País. 

Os ministérios receberam 628 inscrições, mas 502 participantes apresentaram os requisitos necessários para participar da prova. Farão o exame candidatos brasileiros e estrangeiros (médicos formados em 24 países se inscreveram para fazer a prova), sendo que a única exigência diferente feita aos estrangeiros é fluência em língua portuguesa. Desse total, 237 candidatos estudaram na Bolívia, 154 em Cuba e 24 no Peru.

A Universidade Federal do Ceará (UFC) foi a que recebeu o maior número de inscritos (99), seguida da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) com 52 e da Universidade Federal do Acre (UFAC), com 48 inscritos. As universidades da região Nordeste receberam 164 inscrições e a região Centro-Oeste, 116. Na região Norte, somaram-se 91 inscritos; na região Sul, 80; e na região Sudeste, 58. No país existem cerca de 181 cursos de medicina, entre universidades públicas e privadas.

Mudança

Até o ano passado, os recém-formados em medicina que queriam revalidar o diploma obtido no exterior procurava uma universidade pública e participavam dos processos que cada uma delas impunha para a análise de documentos. Segundo o Ministério da Saúde, esta tramitação podia se estender por até seis anos.

A partir de 2010, os candidatos farão avaliações unificadas, com coordenação sob a responsabilidade do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), ligado ao Ministério da Educação. A primeira prova será escrita e a segunda, de habilidades clínicas. Os candidatos podem consultar os assuntos que serão cobrados no exame na Matriz de Correspondência Curricular.

As provas serão realizadas até o final do primeiro semestre e o candidato que for aprovado nas duas etapas obterá a revalidação de seu diploma pela universidade em que se inscreveu.

A participação no projeto é facultativa, tanto para as universidades quanto para os candidatos à revalidação dos diplomas. Esse projeto piloto não anula o mecanismo atual de revalidação de diplomas, que é feito por diversas universidades públicas do país.

*com informações da Agência Saúde

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