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Índice mais alto foi registrado no estado do Pará, com 16% de desistências; dados inéditos integram o Censo Escolar, feito pelo Ministério da Educação

Entre os alunos do terceiro ano do ensino médio, a taxa de evasão chega a 6,7%, segundo o MEC
Suami Dias/ GOVBA
Entre os alunos do terceiro ano do ensino médio, a taxa de evasão chega a 6,7%, segundo o MEC

Dados inéditos do Censo Escolar do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) divulgados nesta semana mostram que a taxa de evasão nos dois primeiros anos do ensino médio em todo o Brasil supera os 12%. Segundo o MEC (Ministério da Educação), os números são inéditos e representam um avanço no monitoramento da educação e na condução das políticas públicas e só são possíveis a partir da coleta de dados individualizados.

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A maior taxa de evasão foi entre os alunos da primeira série do ensino médio , de 12,7%, seguida por 12,1% dos estudantes matriculados na segunda série. O terceiro ano teve 6,7% de evasão, que chegou a 11% do total de alunos nessa etapa de ensino.

A terceira maior taxa de evasão é no nono ano ensino fundamental , que registrou 7,7%. A metodologia que tornou possível esse levantamento, feito a partir do acompanhamento longitudinal da trajetória dos estudantes, completa 10 anos, e os resultados foram apresentados durante o seminário 10 Anos de metodologia de coleta de dados individualizada dos censos educacionais, realizado pelo Inep.

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A série histórica revela, em todas as etapas de ensino, uma queda progressiva na evasão escolar de 2007 a 2013, mas o comportamento se altera em 2014, quando as taxas aumentam. A evasão é maior nas escolas rurais, em todas as etapas de ensino. O estado do Pará tem a mais alta taxa de evasão em todas as etapas de ensino, chegando a 16%.

EJA

A migração para a EJA (Educação de Jovens e Adultos) é mais expressiva ao final do ensino fundamental, quando chega a 3,2% e 3,1%, no sétimo e oitavo anos, respectivamente. Em relação à rede de ensino, a migração é maior na rede municipal dos anos finais do ensino fundamental, quando alcança uma taxa de 3,8%. No médio, a migração é mais expressiva na rede estadual de ensino, com 2,2%.

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Já os indicadores de promoção e repetência não são inéditos, mas pela primeira vez são divulgados com detalhamento para todo o território nacional. É possível, por exemplo, observar as taxas de cada unidade da Federação e município. Entre 2014 e 2015, a repetência na primeira série do médio chega a 15,2%. O índice também é alto no sexto ano do ensino fundamental, com taxas de 14,1% de repetência.

Rendimento

Os indicadores de rendimento se referem à situação final do aluno ao final de um período letivo – ensino médio ou fundamental – declarada no Censo Escolar, podendo o mesmo ser aprovado, reprovados ou ter abandonado a escola durante aquele ano letivo. Já os indicadores de fluxo escolar avaliam a transição do aluno entre dois anos consecutivos considerando os seguintes cenários possíveis: promoção, repetência, migração para EJA e evasão escolar.

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