Prova poderá ganhar mais 1,4 milhões de candidatos, já que os inscritos que tiveram pedido de isenção de taxa negado poderão recorrer até 25 de junho

Comparado com o Enem do ano passado, esta edição teve queda de 18% nas inscrições
Suami Dias/ GOVBA - 25.07.2016
Comparado com o Enem do ano passado, esta edição teve queda de 18% nas inscrições

Neste ano, a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) terá o menor número de inscritos desde 2013. De acordo com o balanço divulgado pelo Ministério da Educação (MEC), a edição de 2017 registrou 7.603.290 candidatos, sendo 6.135.418 confirmados, já em 2013 os inscritos somaram 7.834.024, com 7.173.574 confirmações.

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Comparada com a quantidade de pessoas que realizaram as inscrições do Enem no ano passado, que registrou 9.276.328 candidatos, a queda foi de 18%.

No entanto, essa diferença pode ser atribuída a questões financeiras, por pendências da confirmação das instituições bancárias, ou administrativas, por conter irregularidades no ato da inscrição, como no momento da requisição de isenção da taxa, por exemplo.

Ainda há como recorrer

Mas, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), esse número pode mudar, já que aproximadamente 1,4 milhões de inscrições ainda poderão ser confirmadas .

Isso porque muitos pedidos de isenção da taxa de inscrição foram negados, mas em um acordo com o Ministério Público Federal, quem se encontra nessas condições poderá recorrer até às 12h do dia 25 de junho.

Para regularizar a situação é preciso enviar a documentação necessária para o e-mail isencaoenem@inep.gov.br. No assunto, é preciso escrever “Recurso Administrativo – Isenção da Taxa de Inscrição do Enem 2017”. Dúvidas poderão ser esclarecidas pelo telefone 0800 616161.

Desta vez, para não pagar pela prova, foi necessário que os participantes de baixa renda comprovassem alguns dados, que foram confirmados pelo sistema Cadastro Único do governo federal.

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Mais caro

Outro motivo que pode ter afastado os alunos da prova neste ano é o preço mais caro. A taxa para quem quer realizar a prova é de R$ 82, cerca de 20% a mais do que o foi cobrado em 2016, quando o exame custava R$ 68.

A justificativa do Inep é que durante mais de 10 anos, entre 2004 e 2014, o valor não sofreu reajustes da inflação e, por isso, precisou ser readequado neste ano.

Não tem direito ao diploma do ensino médio

Entre as muitas mudanças do exame em 2017, o documento que certificava o ensino médio deixou de ser validado com a realização da prova. Agora, quem quiser esse diploma, terá que realizar o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja).

Por esse motivo, o MEC já havia sinalizado que esperava que as inscrições fossem menores nesta edição do Enem comparado ao ano passado.

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