Mudança visa flexibilizar aos alunos do ensino médio a escolha da grade curricular além de diminuir a quantidade de disciplinas de formação

Mendonça Filho esteve presente no seminário
Rovena Rosa/Agência Brasil 15.09.2016
Mendonça Filho esteve presente no seminário "Caminhos para a qualidade da educação pública: impactos e evidências"



O ministro da Educação, Mendonça Filho, disse nesta quinta-feira (15) que o governo pretende aprovar, ainda este ano, a Reforma do Ensino Médio, "nem que seja necessário editar uma medida provisória".

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O enxugamento do currículo e a flexibilidade na escolha das disciplinas foram alguns dos pontos destacados por Mendonça ao falar sobre a reforma na educação , que deve propor alterações para o currículo do ensino médio.

“[É importante] ter mais flexibilidade para que o jovem no ensino médio comece a decidir a própria trajetória. Não faz sentido que o jovem que quer ingressar em um curso ligado à área de humanas tenha a mesma base curricular daquele jovem que vai para as ciências exatas”, ressaltou.

O ministro também considerou alto o número de 13 matérias obrigatórias que compõem a grade curricular atualmente e estuda a proposta de redução. 

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A reformulação do currículo e estrutura da parte final do ensino básico está em discussão no Congresso Nacional. Ampliar a integração entre o ensino convencional e a rede técnica é outro ponto defendido por Mendonça.

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“A grande maioria das redes da educação média são absolutamente separadas da educação técnica. Nós temos que aproximar mais para oferecer também essa oportunidade para os jovens”, disse ao mencionar como bons exemplos a rede Paula Souza, de São Paulo, e os Institutos Federais.

Para ministro,
Rovena Rosa/Agência Brasil 15.09.2016
Para ministro, "não faz sentido" que jovens com interesse nas áreas de humanas e exatas tenham a mesma base curricular

Para o ministro, também são necessárias adaptações no modo de ensinar. Mendonça atribuiu os elevados índices de evasão escolar, em parte, à falta de interesse dos jovens na escola. “São 1,7 milhão de jovens que nem trabalham, nem estudam”, destacou.

Cortes no orçamento

O ministro negou que haja redução de recursos destinados à área. “Não houve redução do orçamento do Ministério da Educação, ao contrário do que foi dito e propagado”, enfatizou após atribuir as informações a “mentiras” propagadas nas redes sociais. “A gente tem para 2017 um orçamento que é maior do que o para 2016 em 7%”, complementou.

*Com informações da Agência Brasil

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