Parados há 62 dias, servidores não aceitaram proposta da USP, que queria pagar os funcionários por metade dos dias de greve

Estadão Conteúdo

Servidores da USP cobram reajuste salarial de 12,34% e a contratação de profissionais
Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo - 7.7.16
Servidores da USP cobram reajuste salarial de 12,34% e a contratação de profissionais

Terminou sem acordo a audiência de conciliação realizada nesta terça-feira (12) entre a Universidade de São Paulo (USP) e funcionários da instituição em greve, representados pelo Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp). O objetivo da reunião, ocorrida no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), era definir o retorno dos profissionais e a compensação dos dias parados.

A USP propôs que os funcionários voltassem ao trabalho imediatamente e desistissem da ação de dissídio coletivo de greve. Em contrapartida, pagaria metade dos dias parados. A sugestão não foi aceita pelo sindicato e a reunião durou menos de meia hora.

Com a falta de acordo, a USP terá dez dias para apresentar defesa e documentos e, em seguida, o sindicato, terá cinco dias. Após esse prazo, o caso será julgado pela Seção de Dissídios Coletivos do TRT-2.

Em greve há 62 dias, os trabalhadores tiveram descontados dos salários os dias parados nos pagamentos dos meses de junho e julho. O sindicato exige, além do retorno do pagamento, a discussão de outros temas, como reajuste salarial de 12,34% e a contratação imediata de funcionários.

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