Após assembleia, professores estaduais de São Paulo decidem manter paralisação

Por iG São Paulo * | - Atualizada às

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Segundo a PM, mil docentes estavam no vão livre do Masp; de acordo com a Apeoesp, 20 mil manifestantes participaram do ato. Próxima assembleia está marcada para o dia 3 de junho

Após assembleia na tarde desta sexta-feira (29) no vão livre do Masp, na avenida Paulista, professores estaduais de São Paulo decidiram manter a greve iniciada no dia 13 de março. Um novo encontro da categoria foi agendado para a próxima quarta-feira (3) no mesmo local.

Por volta das 17h30, mil docentes estavam no local segundo a Polícia Militar. De acordo com a Apeoesp (sindicato), 20 mil manifestantes participaram do ato. O protesto acabou por volta das 18h45.

No momento, os professores seguem em passeata pela rua da Consolação em direção a Secretaria Estadual de Educação, na Praça da República. No local, o ato será unificado, com a inclusão de centrais sindicais e outras categorias, como bancários, servidores federais e professores municipais de São Paulo, que se reuniram em assembleia na tarde desta sexta, no Viaduto do Chá, ao lado da sede da prefeitura paulistana.

Após assembleia, professores estaduais decidiram seguir em passeata até a Praça da República
Reprodução/Youtube APEOESP
Após assembleia, professores estaduais decidiram seguir em passeata até a Praça da República

Durante a assembleia, houve quem fosse a favor e contra a continuidade da greve. A categoria também demonstrou apoio aos outros centros sindicais que protestam em todo o País no Dia Nacional da Paralisação. 

A categoria pede reajuste de 75% para o salário dos professores, que hoje parte de R$ 2.145 para 40 horas semanais, entre outras pautas.

Segundo a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Azevedo Noronha, os professores ainda não pretendem encerrar a greve “porque a adesão ainda é grande”.

“Seria errado suspender uma greve que tem 30% [de adesão]. É muito difícil. É uma categoria muito grande. E 30% de 230 mil [professores da rede pública] é muito professor [em greve]”, disse.

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Segundo Maria Izabel, a adesão tem diminuído nos últimos dias, principalmente com o desconto aplicado pelo governo estadual nos salários dos grevistas, o que foi garantido pela Justiça, embora ainda caiba recurso na decisão.

“Acontece que houve um corte no holerite de abril, que já saiu zerado. As pessoas precisam comer, precisam viver. Eu quero lamentar, porque o governo, em vez de negociar – e poderíamos ter saído dessa greve antes - prefere zerar o holerite, e vencer a greve com o dinheiro [dos professores]”, disse.

Sobre a reposição dos dias parados, a presidente do sindicato disse que o assunto deve ser discutido e acertado junto à Secretaria Estadual de Educação. “Quero ver se, na próxima semana, tento conseguir uma reunião na secretaria para discutir a reposição, porque esse é um compromisso nosso com os pais. Acho que deve ser alargado o calendário, para repor da melhor forma”, afirmou.

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O ato é parte do Dia Nacional de Paralisação, que teve início com várias ações na manhã de hoje, em várias partes do país, e que marca a luta contra o Projeto de Lei 4330, sobre as terceirizações. A previsão é que o ato comece por volta das 17h, com uma aula pública no local.

Durante a caminhada, várias outras categorias de trabalhadores devem se unir ao movimento dos professores estaduais, entre eles, servidores da Justiça Federal.

*Com Agência Brasil

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